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Preços do petróleo fecham sem tendência firme, com pequenas variações

SÃO PAULO - Os preços do petróleo fecharam sem trajetória unificada nesta segunda-feira. O contrato mais líquido de Nova York teve ligeira alta, mas os demais, inclusive em Londres, encerraram com baixa. Os agentes levaram em conta os riscos que acompanham o novo furacão Ike para a produção no Golfo do México e a valorização do dólar frente a outras moedas.

Valor Online |

O contrato de WTI negociado para o mês de outubro em Nova York fechou com alta de US$ 0,11, para US$ 106,34. O vencimento para o mês seguinte fechou valendo US$ 106,62, com recuo de US$ 0,07. Em Londres, o barril de Brent para o mês que vem caiu US$ 0,65, negociado a US$ 103,44. Para o mês de novembro, o contrato perdeu US$ 0,59 e fechou cotado a US$ 105,09.

A apreciação da moeda americana, que referencia os contratos de petróleo, colabora para a baixa do preço da commodity. Nesta jornada, a valorização da divisa foi impulsionada pelo montante de até US$ 200 bilhões que será injetado pelo governo americano nas financeiras hipotecárias Fannie Mae e Freddie Mac, que estavam com sérios problemas financeiros e colocavam em risco o sistema.

A cotação do petróleo chegou a cair com mais força no começo do dia, mas o movimento foi se enfraquecendo e alguns contratos chegaram trocar de direção. As preocupações dos analistas com a temporada de furacões e eventuais impactos na infra-estrutura produtiva de cru no Golfo do México pesaram também nas operações.

Conforme os mais recentes boletins do Instituto Nacional de Furacões dos Estados Unidos o furacão Ike já perdeu força e está na categoria 2 depois de passar por Cuba. A expectativa é de que o Ike chegue ao Golfo na altura entre o Texas e o Alabama amanhã.

Os analistas, entretanto, afirmam que o peso dessa variável deve ser mais controlado desta vez, pois com o furacão Gustav o mercado percebeu que exagerou nas expectativas negativas, que acabaram não se confirmando, o que exigiu uma forte correção posteriormente.

Essa estratégia mais racional também leva em conta o fato de que a Organização dos Países Produtos de Petróleo (Opep) vai se reunir amanhã em Viena e avaliar as condições de mercado para, se julgar necessário, fazer ajustes nas cotas de produção do cartel. Os agentes esperam que o grupo mantenha o volume produzido, mas alguns participantes do grupo já opinaram sobre a necessidade de cortar a produção.

(Valor Online, com agências internacionais)

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