SÃO PAULO - Os preços do petróleo fecharam em baixa nesta jornada, mas tiveram um pregão volátil. Os agentes ainda levam em conta a redução global da demanda, mas ponderaram também os desdobramentos sobre o conflito entre Rússia e Geórgia. A valorização do dólar perante o euro também colaborou para o recuo dos preços do produto.

Em Nova York, o contrato de WTI negociado para setembro caiu US$ 1,44, para US$ 113,01. O vencimento de outubro fechou a US$ 113,13, com recuo de US$ 1,53. O barril de Brent transacionado em Londres para o próximo mês declinou US$ 1,52, para US$ 111,15. O contrato para outubro fechou a US$ 112,50, com desvalorização de US$ 1,57.

Além do petróleo, os metais caíram bastante nesta jornada, estendendo a correção que já dura alguns dias. Os agentes avaliam que a valorização da moeda americana frente ao euro continua justificando esse movimento de queda nas commodities.

Hoje a Agência Internacional de Petróleo afirmou que a desaceleração da demanda é evidente e está relacionada não só ao enfraquecimento geral da economia, mas também aos altos preços que atingiu o petróleo.

Ainda assim a agência elevou a previsão de demanda global pelo produto no ano que vem em 70 mil barris diários. A estimativa agora prevê um acréscimo de 1,1% na demanda do ano que vem, para 87,8 milhões de barris por dia. Para este ano, a projeção de alta da demanda ficou mantida em 0,9% em relação a 2007.

No começo do pregão as cotações subiram pois a companhia petrolífera BP disse ter fechado temporariamente o oleoduto Baku-Supsa, entre o Azerbaijão e a Geórgia, como medida de precaução por causa das recentes hostilidades entre russos e georgianos. A Geórgia produz pouco petróleo, mas serve como um importante centro pra o transporte de cru e gás natural entre Europa e Ásia.

De qualquer modo, a baixa das cotações ganharam impulso depois que o presidente russo Dmitri Medvedev ordenou o fim das operações militares na Geórgia, minimizando as preocupações com a oferta do produto na região. Russos e georgianos entraram em conflito pelo controle da região de Ossétia do Sul.

(Valor Online, com agências internacionais)

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