SÃO PAULO - As cotações do barril do petróleo tiveram um salto nesta jornada, impulsionadas pela recuperação de preços de outras commodities e do mercado acionário americano e europeu. A ajuda do governo dos Estados Unidos ao Citigroup, com aporte e garantia de ativos, deu alento aos investidores, que temiam a derrocada do banco americano.

O contrato de WTI negociado para janeiro em Nova York fechou a US$ 54,50, com alta de US$ 4,57. O vencimento de fevereiro avançou US$ 4,66, para US$ 55,62. Em Londres, o barril de Brent para janeiro de 2009 encerrou a US$ 53,93, com aumento de US$ 4,74. O contrato para o mês seguinte também subiu US$ 4,74, para US$ 55,64.

Além de aporte de mais de US$ 20 bilhões no Citigroup, o governo dos Estados Unidos vai garantir mais de US$ 300 bilhões em ativos problemáticos do banco. O socorro deu grande alívio ao mercado, onde as ações do banco chegaram a perder mais da metade do valor em poucos dias da semana passada.

Analistas do segmento de petróleo lembram, no entanto, que essa não é o tipo de notícia que dará suporte para a recuperação de preços do produto, que está mais associado a preocupações com a demanda, que tende a se arrefecer com as condições de recessão e desaceleração econômica.

Também entrou na avaliação dos agentes as discussões em torno de um novo corte de produção por parte da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). Segundo o presidente do cartel, Chakib Khelil, se o grupo decidisse cortar hoje 1 milhão de barris da produção diária, isso não seria suficiente para conter a queda dos preços da commodity.

O grupo, que cortou a produção em 1,5 milhão de barris por dia no mês passado, deverá se encontrar em reunião informal no Cairo, no próximo sábado, dia 29. A próxima reunião oficial está agendada para 17 de dezembro, quando as chances de redução da cota de produção podem ser maiores.

(Valor Online, com agências internacionais)

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