Tamanho do texto

Os preços do cobre devem subir quando os mercados globais de commodities reabrirem em reação ao forte terremoto que abalou o Chile, maior produtor de cobre do mundo. Analistas preveem altas em meio aos temores sobre o possível impacto do tremor sobre a oferta do metal, embora, até agora, os danos às operações das grandes mineradoras pareçam limitados.

_CSEMBEDTYPE_=inclusion&_PAGENAME_=economia%2FMiGComponente_C%2FConteudoRelacionadoFoto&_cid_=1237561388542&_c_=MiGComponente_C

"Eu espero uma abertura em alta", disse Bill O'Neill, da consultoria Logic Advisors. "Os problemas devem ser mais na área de energia e transportes, e não na estrutura das minas", comentou O'Neill. As avaliações dos danos a pontes, rodovias e portos estão sendo feitas. Se forem severos, poderão dificultar a entrega do metal ao mercado, mesmo que as minas continuem operando.

O Chile foi atingido por um terremoto de 8,8 graus no sábado e por diversos choques secundários posteriores.

A sessão de negócios de segunda-feira na Ásia começa quando ainda é noite de domingo em Nova York e as transações eletrônicas na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex) abrem às 20h (de Brasília) de domingo a quinta-feira.

Edward Meir, analista da corretora MF Global, disse que não se surpreenderá se os contratos para três meses na London Metal Exchange (LME) forem negociados com alta de US$ 300 a US$ 500 a tonelada quando os negócios foram abertos. Isso representaria um ganho de 13% a 23% por libra-peso do cobre da Comex. Na rodada livre de negócios (kerb) de sexta-feira na LME, o cobre em contrato para três meses subiu US$ 197,00 e fechou a US$ 7.195,00 a tonelada.

Mineradoras não esperam problemas maiores

Com boa parte do mundo ainda em crescimento lento, e os estoques dos armazéns e dos produtores relativamente elevados, os preços podem voltar a ceder quando os temores iniciais com o Chile forem superados, disse Meir. Até agora, algumas mineradoras disseram que não esperam problemas maiores, acrescentou. Se tiverem, uma alternativa pode ser redirecionar o metal para portos diferentes dos usados normalmente. "Não acredito que (o terremoto) tirará cobre do mercado, mas vai desacelerar o fluxo de exportações", acrescentou.

A estatal chilena Corporação Nacional do Cobre (Codelco) fechou as minas El Teniente e Andina depois dos cortes de energia. Mas a companhia concluiu que o terremoto não causou danos maiores e estava trabalhando para reabrir as minas, possivelmente na noite deste domingo.

O terremoto atingiu mais a parte sul do Chile. Embora haja operações no sul, as mineradoras de cobre se concentram no norte, disse O'Neill. Isso inclui a mina Escondida, a maior do mundo, com produção de cerca de 1,2 milhão de toneladas por ano. A BHP Billiton disse que Escondida não foi significativamente afetada. As informações são da Dow Jones.

Leia mais sobre Chile

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.