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Preços agropecuários caem 2,04% em agosto em SP, divulga IEA

São Paulo, 27 - Os preços recebidos pelos produtores rurais paulistas recuaram 2,04% na terceira quadrissemana de agosto, dando continuidade à tendência de queda iniciada no último levantamento, quando o indicador recuou após uma série de doze quadrissemanas consecutivas de alta. Segundo o Índice Quadrissemanal de Preços Recebidos pela Agropecuária Paulista (IqPR), calculado pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, os preços dos produtos origem vegetal (IqPR-V) recuaram 2,77% e os de origem animal (IqPR-A) caíram 0,22%.

Agência Estado |

Na opinião dos pesquisadores do IEA, "o resultado configura a descontinuidade da pressão inflacionária dos preços agropecuários, fato que ocorre ao nível internacional face ao recuo das cotações das principais commodities agropecuárias, refletindo em menores impactos nos preços pagos pelos consumidores."

Os cálculos do indicador sem a inclusão da cana-de-açúcar - commodity que tem o maior peso no valor da produção paulista e na ponderação do índice - apontam queda de 3,18%. Sem a cana, o IqPR-V (cálculo somente dos produtos vegetais) amplia sua variação negativa para 5,99%.

Os produtos que registraram altas nesta quadrissemana foram laranja para mesa (8,93%), arroz (5,05%), carne de frango (2,98%), ovos (1,87%), leite tipo B (1,82%) e carne suína (0,84%). Os técnicos atribuem a alta de preços da laranja para mesa ao baixo volume ofertado. No caso do arroz, o aumento de preços está relacionado à restrição de oferta por parte dos produtores, justamente com o objetivo de obter um melhor preço.

Os produtos que apresentaram maiores quedas de preços foram tomate para mesa (50,34%), soja (13,74%), milho (10,91%), trigo (9,18%), batata (8,74) e amendoim (4,58%). Verifica-se aí a presença de três das principais commodities alimentares - trigo, milho e soja -, cujos preços internacionais recuaram no período. A expressiva queda do preço do tomate para mesa (pouco mais de 50%) é conseqüência da boa produção no período em virtude do clima favorável e também das altas cotações do período anterior.

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