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Preços agropecuários ao produtor paulista caem 3,40%, divulga IEA

São Paulo, 03 - Os preços recebidos pelos produtores rurais paulistas recuaram 3,40% em agosto, segundo cálculos do Instituto de Economia Agrícola (IEA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo. Na composição do Índice Quadrissemanal de Preços Recebidos pela Agropecuária Paulista (IqPR), o indicador dos produtos de origem vegetal (IqPR-V) caiu 4,63% em agosto e o de origem animal (IqPR-A) 0,34%.

Agência Estado |

Os cálculos sem a inclusão da cana-de-açúcar, que tem maior peso em função de sua participação no valor da produção agropecuária paulista, mostra uma queda de 5,88% para o índice geral. O cálculo do índice de produtos vegetais sem a cana tem variação negativa de 11,16%.

Os produtos que registraram alta em agosto, em comparação com o mês anterior, foram a laranja para mesa (3,91%), arroz (3,87%), carne de frango (2,99%) e cana-de-açúcar (0,16%). Os técnicos comentam que no caso da laranja para mesa, a alta de preços reflete o baixo volume ofertado no período. Já para o arroz o aumento está relacionado à restrição de oferta do produto por parte dos produtores, justamente com o objetivo de obter um melhor preço.

Os produtos que apresentaram as maiores quedas de preços em agosto foram tomate para mesa (69,17%), trigo (20,84%), batata (18,86%), laranja para indústria (15,35%), soja (14,73%) e milho (11,52%). "Verifica-se aí a presença de três das principais commodities alimentares - trigo, milho e soja, cujos preços internacionais recuaram no período. A expressiva queda do preço do tomate para mesa (quase 70%) é conseqüência da boa produção no período, em virtude do clima favorável e das altas cotações do período anterior."

Os técnicos do IEA observam que a maioria dos produtos tem preços atuais superiores aos observados em igual período do ano passado, o que demonstra a sustentação dos patamares, ainda que a tendência de alta não mais se verifique. A cana-de-açúcar e o tomate para mesa foram os únicos que apresentaram queda, respectivamente, de 3,85% e 34,46% nos últimos doze meses.

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