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Preço pode ser barreira para adoção em massa do iPhone no Brasil, diz IDC

SÃO PAULO - O IDC acredita que o novo iPhone, o telefone celular da norte-americana Apple de terceira geração (3G) que deve desembarcar no Brasil neste semestre, não receberá subsídios muito pesados no país. Para a consultoria, na verdade, a indisposição das operadoras em arcar com prejuízos deve tornar o preço do aparelho uma barreira a sua disseminação.

Valor Online |

Não vejo outra saída para as operadoras que não repassar seu custo ao preço do aparelho, já que pelas novas regras da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) ela não pode diluir mais o valor do equipamento em planos de fidelização de dois ou três anos, diz o analista de telecom do IDC Alex Zago. Pelas regras em vigor da Anatel, qualquer contrato de fidelização no país tem duração máxima de 12 meses, período após o qual o consumidor fica livre para trocar de plano e mesmo de operadora.

Segundo Zago, as operadoras, que têm investido significativamente na cara implantação de redes 3G, não têm condições de subsidiar demais o iPhone e arcar com os prejuízos, especialmente quando podem perder o cliente após um ano.

Mas é preciso lembrar que a primeira operadora a anunciar o lançamento do iPhone (a Claro) é conhecida por sua agressividade em subsídios, pondera o analista. Apenas não acho que as operadoras vão aceitar assumir o risco sozinhas, acrescenta.

Para o IDC, uma das formas de contornar o problema do prazo curto de fidelização seria atrelar os iPhones a planos mais caros. Ao fazer isso, elas poderiam aumentar ao máximo o retorno com esses clientes, pelo menos pelos 12 meses que no mínimo eles terão de permanecer com elas, diz Zago.

O analista avalia, porém, que jogadas de marketing das operadoras, como ser a primeira com o iPhone, serão importantes para diferenciar seus serviços no curto prazo. Com a entrada em vigor da portabilidade dos números de celulares (sistema pelo qual os consumidores podem trocar de operadora mantendo o mesmo número de telefone), a disputa será ainda mais intensa. A estratégia de preços e de marketing das operadoras é muito facilmente copiada, então elas têm de apresentar diferenciais que façam com que o cliente permaneça em sua base, diz ele.

(José Sergio Osse | Valor Online)

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