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Preço médio do café caiu 14,5% em outubro, informa OIC

São Paulo, 11 - O indicador de preço composto da Organização Internacional do Café (OIC) apresentou queda 14,5% em outubro, passando de 126,69 cents a libra-peso em setembro para 108,31 cents no mês passado, no menor nível em 14 meses. Nos últimos dois meses, o preço médio da OIC recuou cerca de 17%, no contexto da crise financeira, que exerce pressão negativa sobre praticamente todos os preços dos produtos.

Agência Estado |

Em contrapartida, informa a OIC no relatório mensal do diretor-executivo Nestor Osorio, o valor do dólar tem ganhado força, o que compensa em parte a queda dos preços das commodities. Conforme a OIC, a venda de contratos de café no mercado futuro de robusta da Bolsa de Londres (Liffe) apresentou crescimento de 36,4% em outubro, em comparação com o mês anterior. O volume vendido passou de 23,7 milhões de sacas em setembro para 32,4 milhões de sacas no mês passado, na Liffe.

Quanto aos fundamentos do mercado, a OIC informou que o ano agrícola 2008/09 iniciou-se em todos os países exportadores, com a produção estimada em 131 milhões de sacas, representando aumento de 11% em comparação com o período anterior (118,2 milhões de sacas, das quais 72,14 milhões de sacas de arábica e 46,05 milhões de sacas de robusta).

O consumo mundial de café tem crescido de modo consistente nos últimos anos, segundo a OIC. Em 2007, o consumo está estimado em 124,6 milhões de sacas, em comparação com 121,1 milhões de sacas em 2006, representando aumento de 2,9%. No período de 10 anos, a partir de 1997, o consumo no mundo aumentou 20,95%, de 100,6 milhões de sacas para 124,6 milhões de sacas.

Alta do Consumo

O diretor-executivo da OIC, Nestor Osorio, estima que o consumo este ano pode alcançar entre 127 milhões e 128 milhões de sacas. O crescimento no mundo é atribuído, em grande parte, ao significativo dinamismo das economias emergentes e de países exportadores.

Apesar da atual crise financeira, os níveis de consumo devem ser mantidos em tradicionais mercados. A situação é incerta, porém, em mercados emergentes, onde a crise pode ter efeitos negativos no padrão de consumo, avalia a OIC.

Em termos de consumo, em 2007 os principais países foram: Estados Unidos (21 milhões de sacas), Brasil (16,9 milhões de sacas), Alemanha (8,6 milhões de sacas), Japão (7,3 milhões de sacas), Itália (5,8 milhões de sacas), França (5,6 milhões de sacas) e Rússia (4 milhões de sacas).

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