SÃO PAULO - Depois de avançar mais de 5% em Nova York, os preços do petróleo inverteram o rumo e passaram a cair. A variável observada pelo mercado é o plano de estímulo econômico nos Estados Unidos, que está para ser votado no congresso.

Os agentes pela manhã ponderavam os benefícios do plano se aprovado rapidamente.

Com o adiamento da votação, entretanto, o ceticismo aumenta e levanta dúvidas sobre a eficiência para a retomada da economia americana. Sem a retomada, o entendimento do mercado é que a demanda americana por cru e derivados também não se recuperará.

O contrato de WTI negociado para o mês de março em Nova York fechou a US$ 39,56, com queda de US$ 0,61. O vencimento para o mês seguinte caiu US$ 0,31, para US$ 45,84. Em Londres, o barril de Brent para o mês que vem caiu US$ 0,19, para US$ 46,02. O contrato para o mês de abril encerrou cotado a US$ 47,62, com desvalorização de US$ 0,37.

Os investidores também esperam um novo aumento dos estoques de óleo cru nos Estados Unidos. O relatório será divulgado na quarta-feira e já há previsões de incremento de 2,5 milhões de barris na semana.

Mais cedo, os agentes repercutiram comentários relacionados com possível corte adicional de produção pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). No fim de semana, o ministro iraquiano do Petróleo, Hussein al-Shahristani, considerou essa hipótese, com a intenção de devolver o barril do produto a US$ 70.

(Valor Online, com agências internacionais)

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