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Preço do petróleo e busca por eficiência vai elevar taxa de troca de aviões antigos, diz Boeing

SÃO PAULO - O alto custo do petróleo e a busca por aeronaves mais eficientes vão intensificar o processo de troca de aviões mais antigos por aparelhos mais novos. Segundo a fabricante norte-americana Boeing, de hoje até 2027, cerca de 12,5 mil aparelhos antigos serão substituídos. Isso corresponde a 43% da demanda global prevista pela companhia para os próximos 20 anos e 65,7% da frota atual.

Valor Online |

Veremos um aumento muito grande na demanda por troca de aeronaves, por conta dos combustíveis e também da pressão ambiental, diz o vice-presidente de Marketing da Boeing, Randy Tinseth. Nos próximos 20 anos, 82% da frota mundial será de aparelhos novos, e apenas 18% de aviões que hoje já estão em uso, afirma.

Segundo ele, o ritmo de troca para aviões mais antigos, como os modelos clássicos do 737, as versões mais velhas do Airbus A320 e os MD-80, será acelerado nos próximos anos, à medida que as companhias buscam melhorar sua estrutura de custos com aeronaves mais eficientes e econômicas.

Ele afirma, porém, que a expectativa de troca pode ser frustrada caso o preço do petróleo continue muito alto. A Boeing, conta, acredita que a cotação do barril deve permanecer alta, mas voltar a baixar nos próximos anos, para um patamar mais equilibrado. Mas, com um preço de US$ 130, US$ 140 o barril, alguns dos aviões que hoje prevemos que serão substituídos, simplesmente serão aposentados, e não trocados. E ponto, afirmou.

Segundo Tinseth, a Boeing trabalha com a expectativa que, nos próximos anos, o preço do barril de petróleo se estabilize entre US$ 60 e US$ 70.

Ele, porém, afirma que mais do que o preço do petróleo, a expectativa de demanda para a indústria depende da taxa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) mundial. Segundo ele, os efeitos do petróleo têm impacto direto nas companhias no curto prazo, mas podem não afetar o mercado no longo prazo.

Nós prevemos um crescimento médio anual de 3,2% para o PIB mundial. Se a taxa ficar nesse nível, mesmo com o petróleo a US$ 100, a demanda será como esperamos. Mas, se esse valor começar a afetar a taxa de crescimento da economia, e o PIB médio crescer, por exemplo, a 2,9% por ano, aí realmente teremos uma demanda mais fraca, explica o executivo. Segundo ele, porém, é impossível prever exatamente o comportamento dos preços do petróleo, assim como descobrir o valor mágico que teria impacto na demanda. Se pudéssemos prever isso, certamente seríamos pessoas mais ricas, afirma.

(José Sergio Osse | Valor Online)

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