SÃO PAULO - Os preços do petróleo tiveram forte queda hoje e acumulam uma baixa superior a US$ 9 por barril nos últimos dois pregões. Segundo os analistas, entre os motivos que justificam a desvalorização da commodity estão a previsão de queda no consumo de combustível nos EUA e também a alta do dólar no mercado internacional. O relaxamento das tensões geopolíticas também contribuiu para o movimento de baixa.

O contrato de WTI negociado para o mês de agosto em Nova York recuou US$ 5,33, para US$ 136,04. O vencimento para o mês seguinte fechou cotado a US$ 136,73, com queda de US$ 5,30. Em Londres, o barril de Brent para o próximo mês cedeu US$ 5,44, para US$ 136,43. O vencimento para setembro terminou valendo US$ 137,35, com desvalorização de US$ 5,31.

Um relatório mensal divulgado hoje pela Agência de Informações de Energia (EIA) norte-americana apontou para previsão de que o consumo de nos Estados Unidos deve diminuir em 400 mil barris por dia este ano, ante projeção anterior de queda de 290 mil barris diários. A queda na demanda, segundo a análise do órgão, estaria relacionada com o aumento do preço dos combustíveis em um momento em que a economia do país está enfraquecida.

Ao mesmo tempo, o dólar voltou a se fortalecer hoje em relação a outras moedas internacionais. Nos últimos meses, a cotação da moeda norte-americana têm apresentado forte correlação negativa com o preço do petróleo.

Do lado geopolítico, voltou a diminuir a tensão entre Irã e Israel. O presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad disse não acreditar na chance de um conflito armado entre seu país e Israel ou os Estados Unidos. Em encontro das nações muçulmanas na Malásia, o dirigente do Irã comentou que o povo americano não deixaria o presidente George W. Bush autorizar um ataque contra os iranianos porque seria um suicídio político.

Amanhã, a EIA deve divulgar o comportamento do nível de estoques de combustíveis nos Estados dos Unidos durante a última semana. A expectativa média do mercado é de queda de 1,9 milhões de barris nas reservas de óleo cru. Já os estoques de gasolina devem aumentar em 500 mil barris.

(Valor Online, com agências internacionais)

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