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Preço do petróleo cai em Nova York, mas sobe em Londres

SÃO PAULO - Os preços futuros do petróleo retomaram a trajetória de baixa nesta quarta-feira em Nova York, após o Departamento de Energia dos Estados Unidos ter divulgado um novo aumento nos estoques do país de óleo cru e derivados. Ainda assim, o mercado londrino manteve a trajetória de alta da véspera e continuou influenciado pela decisão da Arábia Saudita de reduzir ainda mais sua cota de produção no próximo mês.

Valor Online |

O contrato de WTI negociado para o mês de fevereiro em Nova York fechou a US$ 37,24, com queda de US$ 0,50. O vencimento para o mês seguinte caiu US$ 0,58, para US$ 44,19. Já em Londres, o movimento foi em sentido oposto. O barril de Brent para o próximo mês encerrou cotado a US$ 45,08, com valorização de US$ 0,25. O contrato para março subiu US$ 0,18, para US$ 47,62.

Os agentes deram especial atenção para o aumento das reservas de destilados, que inclui óleo de calefação, que tiveram um incremento de 6,4 milhões de barris na semana encerrada em 9 de janeiro. A expansão superou muito as estimativas dos analistas, de alta de 1,7 milhão de barris na semana, mesmo nesta época de inverno nos EUA, o que denota uma demanda bastante deprimida.

Além do aumento de 1,14 milhão de barris nos estoques de cru e de 2,07 milhões de barris adicionais nas reservas de gasolina, os analistas deram destaque para o comportamento dos estoques de Cushing, onde está concentrado o produto negociado em Nova York. Essas reservas específicas aumentaram em 2,5%, para 33 milhões de barris.

Parte dessa alta está relacionada com decisão de alguns agentes de não vender ou negociar tais estoques no curto prazo, na espera de concretizar vendas a preços mais altos no futuro, como apontam os contratos com vencimentos mais distantes.

Em meio a tudo isso, hoje os Estados Unidos também reportaram queda relevante, de 2,7%, nas vendas no varejo no mês de dezembro, em relação a novembro. Na comparação com o último mês de 2007, a baixa chegou a 7,7%, o que reforça a visão de desaceleração e o temor em relação à demanda atual e futura.

Adicionalmente, o Federal Reserve reforçou em seu compilado de dados chamado de Livro Bege que a economia americana continuou a passos lentos em todo o país e em variados setores
Vale lembrar que ontem os contratos romperam uma semana seguida de desvalorização e subiram devido a declarações da Arábia Saudita. O país, principal produtor da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), informou que pretende reduzir no mês que vem o envio de cru para refinarias.

(Valor Online, com agências internacionais)

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