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Preço do minério dá sinais de recuperação

O mercado de minério de ferro já vê os primeiros sinais de recuperação de vendas, três meses depois do início da crise que provocou paradas de produção e demissões em massa. Indícios que já vêm se refletindo nas ações do setor: os papéis da Vale acumulam alta de 12% na semana e apenas ontem a MMX subiu 4,8%.

Agência Estado |

Para analistas, a redução de estoques chineses e a retomada das exportações da Índia podem beneficiar as mineradoras na queda-de-braço com as siderúrgicas durante as negociações de novos preços.

"A recuperação do setor veio bem mais rápida do que o mercado financeiro esperava", ressaltou a analista Cristiane Viana, da Ágora Corretora. "Os sinais indicam que o vendaval passou. Os pacotes contra a crise que vários países estão anunciando, com obras de infraestrutura, serão bons para a mineração", concorda a consultora da Associação dos Municípios Mineradores de Minas Gerais (Amig), Rosiane Seabra.

No início de 2008, quando as mineradora começaram a renegociar os preços, o quadro de queda drástica da demanda era um bom argumento para o pedido das siderúrgicas de redução de preços em cerca de 40%. Agora, algumas instituições financeiras já começam a rever suas estimativas para vendas no setor, o que pode interferir na expectativa para o reajuste.

A redução do excesso de estoque de minério de ferro da China foi informada pelo presidente mineradora australiana BHP Billiton, Marius Kloppers. "No curto prazo, o processo de desestocagem na China está praticamente concluído, e estamos começando a ver a retomada da demanda pela primeira vez após muitos meses", disse.

A manutenção das compras de minério de ferro da China deixou estável esta semana o preço da commodity na Índia, que tem apresentado melhora nas vendas externas. Só em dezembro, houve crescimento de 38,4% nas exportações indianas. Agora que os estoques começam a se normalizar, Kloppers conta que as vendas estão sendo feitas a preços maiores - mas ainda entre 10% e 15% abaixo dos valores de contratos fechados no ano passado.

Em relatório, o banco Goldman Sachs já vê cenário menos sombrio para as exportações da Vale neste primeiro trimestre. No texto, os analistas da instituição revelam que antes esperavam uma queda de 21% nas exportações do produto frente ao mesmo período do ano passado. Agora, trabalham com uma redução de 10%, caso as vendas se mantenham em fevereiro e março no mesmo patamar das registradas em janeiro.

"Teremos uma recuperação gradual, mas ainda não devemos voltar rapidamente aos níveis (de produção) do terceiro trimestre de 2008. Isso vai demorar um pouco", avalia o analista de mineração da SLW Corretora, Pedro Galdi.

O cenário positivo para a mineração e a melhora nas vendas de automóveis já começam a se refletir na siderurgia. O presidente do Instituto Nacional de Distribuidores de Aço (Inda), Christiano da Cunha Freire, revelou que os estoques de aço caíram em janeiro em cerca de 100 mil toneladas, e que a expectativa é que o País consiga absorver o excesso de estoques, estimado em 230 mil toneladas, até março. "Muita gente achou que janeiro seria o fim do mundo, mas isso não aconteceu", disse.

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