Estatal precisa também entregar à CVM laudo da certificadora contratada pela ANP para avaliar as reservas

O preço do barril de petróleo que será usado na capitalização da Petrobras ainda não está definido, disse o ministro da Fazenda, Guido Mantega, nesta segunda-feira. "Não foi fixado o preço do barril. Está em discussão. Quando for fixado o preço do barril, haverá um fato relevante", explicou o ministro a jornalistas.

A informação do ministro reforça declarações feitas à Reuters sob condição de anonimato de que a Petrobras está preparada para enviar o pedido de registro de oferta pública à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), onde o processo já está em andamento.

Além do acordo sobre o preço, que vai sinalizar o total do aumento de capital pretendido, a empresa precisa entregar à CVM o laudo definitivo da certificadora contratada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para avaliar as reservas que serão usadas na cessão onerosa, área não licitada na bacia de Santos que será cedida em troca de ações da companhia.

"Sem esse documento (laudo final), não tem registro", explicou uma fonte à Reuters nesta segunda-feira.

A União vai ceder até 5 bilhões de barris de petróleo no pré-sal da bacia de Santos em troca de ações da estatal, em uma operação intermediada por títulos públicos.

O aumento de capital autorizado em assembléia é de até 150 bilhões de reais, cerca de 85 bilhões de dólares. Em fato relevante no ano passado, a empresa informou que a parte dos minoritários na capitalização seria entre 15 e 25 bilhões de dólares, mas que esse montante poderia ser modificado.

(Reportagem de Silvio Cascione; Texto de Denise Luna)

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