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Preço das frutas pode impedir altas maiores do IPC-S, avalia FGV

São Paulo, 10 - O coordenador do Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), Paulo Picchetti, afirmou hoje que o indicador tende a subir menos nas próximas pesquisas da Fundação Getúlio Vargas (FGV). De acordo com ele, a tendência de aceleração menor poderá ser proporcionada justamente pelo segmento que puxou a inflação para cima de maneira mais expressiva na primeira quadrissemana do mês (últimos 30 dias encerrados em 7 de novembro).

Agência Estado |

"O IPC-S está muito puxado pelo preço das frutas, que já deve aumentar menos nas próximas semanas. Como a inflação está muito bem identificada com este segmento, a boa notícia é que, quando ele der uma aliviada, a coisa pode acalmar um pouco", disse.

O IPC-S da primeira quadrissemana de novembro avançou 0,58% ante uma alta de 0,47% no fechamento de outubro. No período, o segmento de Frutas apresentou elevação de 6,93% ante aumento de 4,20% e respondeu sozinho por 0,17 ponto porcentual da inflação média geral calculada nas sete capitais que fazem parte do levantamento da FGV - São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Porto Alegre, Salvador e Recife.

Entre os itens com maior participação no movimento de alta do IPC-S, o destaque foi o limão. Na primeira medição do mês, o item subiu 40,17% e representou 0,11 ponto porcentual da taxa geral do período. A alta já foi menor que a do fechamento de outubro, de 47,57%.

De acordo com Picchetti, o segmento que ainda pode continuar pressionando a inflação de maneira decisiva é a carne bovina, cujo preço avançou 4,77% ante aumento de 3,97% e respondeu por 0,16 ponto porcentual do IPC-S. Juntamente com as frutas, foi determinante para que o grupo Alimentação avançasse 1,16% ante 0,83% no período pesquisado. Para ele, não há, por enquanto, sinais de aceleração menor nos preços deste segmento.

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