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O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse ao Grupo Estado que a redução no lucro da Petrobras não aponta para o aumento no preço dos combustíveis, como já reivindicou, em várias ocasiões, o presidente da estatal, José Sergio Gabrielli, que deixa o cargo na próxima segunda-feira. "A presidente Dilma Rousseff prefere que não haja inflação a ter balanços fantásticos", disse o ministro.
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Lobão deu razão às queixas e reivindicações de Gabrielli, mas defendeu a posição do governo. "O presidente da República tem de defender o interesse nacional, e não o localizado, de uma empresa. Cada um, no seu papel", disse.
No quarto trimestre do ano passado, a Petrobras registrou um lucro líquido de R$ 5,05 bilhões, praticamente metade do resultado apurado nos últimos três meses de 2010. O dado acabou provocando uma forte queda no valor das ações da estatal ontem na Bolsa de Valores. "O governo prefere olhar o resultado global do ano, a esse parcial", afirmou Lobão. O lucro da empresa no ano passado atingiu R$ 33,3 bilhões, uma queda de 5% em relação ao apurado em 2010.
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Ontem, o diretor financeiro e de relações com investidores da Petrobras, Almir Barbassa reconheceu que 2011 foi um ano muito difícil para a companhia. Em entrevista coletiva para a divulgação de resultados realizada hoje, na sede da empresa no Rio de Janeiro, o executivo admitiu ainda que o desempenho registrado no quarto trimestre de 2011 foi inferior ao esperado, mas ressaltou que “o número que está no balanço não reflete o desempenho real da operação da companhia”.
(Com iG Rio de Janeiro)
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