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Preço da cesta básica volta a subir em 14 das 16 capitais em junho, mostra Dieese

SÃO PAULO - A exemplo do que já havia ocorrido em maio, o preço da cesta básica aumentou em 14 das 16 capitais pesquisadas em junho pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). No primeiro semestre, todas as cidades registraram inflação de mais de 10% no preço da cesta. A variação também supera os 30% na maioria das capitais pesquisadas no acumulado dos 12 meses encerrados em junho.

Valor Online |

Os aumentos mais importantes na maioria das capitais ocorreram em itens de relevo para o brasileiro, como foi o caso do arroz, que subiu em todas as capitais, do feijão, da carne e do pãozinho. Tais produtos, e adicionalmente o leite, também lideram o aumento acumulado em seis e 12 meses.

No mês de junho, as duas únicas cidades que apontaram recuo de preço da cesta foram Vitória (-1,13%) e Fortaleza (-0,35%). Nas demais capitais, os aumentos giraram entre 1,70%, em Belém, e 10,64% em Goiânia. A cesta mais cara ainda é de Porto Alegre (R$ 246,72), onde a inflação foi de 4,29% em junho. A cesta paulistana (R$ 245,24) segue de perto essa liderança e subiu 4,84% no período.

Na análise do semestre o aumento mais importante foi visto em Recife, onde a cesta já ficou 29,24% mais cara nos primeiros seis meses deste ano e custa agora R$ 200,85. No acumulado de 12 meses é a cidade de Natal que lidera a inflação da cesta, com aumento de 51,85% no período. A única capital que apresentou alta acumulada inferior a 30% nesse período foi Porto Alegre, que registrou aumento de 27,24%, mas já possui uma das cestas mais caras do país há bastante tempo.

Em junho houve aumento no tempo de trabalho necessário para a compra dos produtos alimentícios essenciais. No mês passado, na média das 16 capitais, o trabalhador que ganhava salário mínimo precisou cumprir uma jornada de 115 horas e 25 minutos para adquirir os produtos que compõem a cesta. Em maio, o tempo médio necessário era de 111 horas e 08 minutos.

Também aumentou significativamente o valor do salário médio considerado ideal para suprir as despesas do trabalhador com alimentação, moradia, saúde e educação, além de vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência. O ganho médio necessário, que em maio era de 1.918,12, ou 4,62 vezes o mínimo oficial de R$ 415, passou a ser de R$ 2.072,70, o que equivale a um valor 4,99 vezes superior ao salário mínimo.

(Valor Online)

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