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Preço da cesta básica sobe em 14 capitais, diz Dieese

SÃO PAULO - Em junho, 14 das 16 capitais pesquisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) apresentaram alta no preço da cesta básica. Os dados foram divulgados nesta terça-feira.

Redação com Valor Online |

 

Os maiores aumentos foram registrados em Goiânia (10,64%), Brasília (6,43%), Rio de Janeiro (5,93%) e Salvador (5,38%). Apenas Vitória (1,13%) e Fortaleza (0,35%) registraram queda no valor durante o mês de junho.

Porto Alegre teve a cesta básica mais cara da pesquisa, custando R$ 246,72, seguida por São Paulo (R$ 245,24). Salvador (R$ 185,53) e Aracaju (R$ 191,75) registraram as cestas com menor preço entre as capitais pesquisadas.

No acumulado do ano, as 16 capitais pesquisadas pelo Dieese apresentaram variação positiva no preço da cesta básica. Recife (29,24%), Natal (25,91%) e João Pessoa (25,37%) registram os maiores aumentos. As menores variações ficaram para Aracaju (12,03%), Goiânia (11,83%) e Belém (10,47%).

O acumulado em 12 meses (de julho de 2007 a junho de 2008) é ainda maior: em Natal a alta chegou a 51,85%, em João Pessoa atingiu 45,02% e em Recife a alta foi de 44,92%. Os menores aumentos em 12 meses foram registrados em Porto Alegre (27,24%) e São Paulo (30,83%). O Dieese aponta que o aumento no preço da cesta básica em todas as capitais foi muito superior ao reajuste dado ao salário mínimo neste ano, que foi de 9,21%.

Produtos essenciais

Os aumentos mais importantes na maioria das capitais ocorreram em itens de relevo para o brasileiro, como foi o caso do arroz, que subiu em todas as capitais, do feijão, da carne e do pãozinho. Tais produtos, e adicionalmente o leite, também lideram o aumento acumulado em seis e 12 meses.

Em junho houve aumento no tempo de trabalho necessário para a compra dos produtos alimentícios essenciais. No mês passado, na média das 16 capitais, o trabalhador que ganhava salário mínimo precisou cumprir uma jornada de 115 horas e 25 minutos para adquirir os produtos que compõem a cesta. Em maio, o tempo médio necessário era de 111 horas e 08 minutos.

Também aumentou significativamente o valor do salário médio considerado ideal para suprir as despesas do trabalhador com alimentação, moradia, saúde e educação, além de vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência. O ganho médio necessário, que em maio era de 1.918,12, ou 4,62 vezes o mínimo oficial de R$ 415, passou a ser de R$ 2.072,70, o que equivale a um valor 4,99 vezes superior ao salário mínimo.

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