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Preço da cesta básica em SP aumenta 30% em 12 meses

O preço da cesta básica em São Paulo subiu 30,83% nos últimos 12 meses, de acordo com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Em junho, a cesta de produtos, que traz 13 alimentos essenciais, teve alta de 4,84% e chegou a R$ 245,24.

Agência Estado |

O valor é o segundo maior das 16 capitais monitoradas, só perdendo para Porto Alegre, onde o valor em junho foi de R$ 246,72.

No último mês, vários alimentos que fazem parte do dia-a-dia do consumidor ficaram mais caros. O preço do feijão subiu 14,18%, enquanto o arroz teve alta de 10,31%. A batata e a carne subiram 13,81% e 10,31%, respectivamente. "O feijão passa por problemas de produção. No ano passado, houve um período de seca, de maio a outubro, que prejudicou o plantio", explica José Maurício Soares, coordenador da pesquisa do Dieese. "Além disso, o custo de produto está aumentando por causa da alta dos preços de fertilizantes, que estão ligados ao petróleo."

O arroz que chega ao consumidor final também passa por problemas de produção. "Houve quebra da safra na Ásia", afirma Soares. "E, mesmo que o Brasil exporte pouco arroz, os preços internos acabam acompanhando a alta lá fora."

No caso da carne, existe um problema de produção que pode se agravar no segundo semestre. Em anos anteriores, foram comuns os casos de abate de matrizes, como forma de compensar a redução dos preços no mercado internacional. "Os produtores abateram muitas matrizes, mas isso prejudicou a produção", confirma Soares.

Agora que a demanda está aquecida, os preços da carne estão aumentando, mas não há quantidade suficiente para atender a toda a demanda. No fim do ano, quando o consumo de carne aumenta, os preços podem subir ainda mais.

A alta da batata, porém, não assusta. "O preço varia muito. Em maio, por exemplo, houve uma redução", lembra Soares.

Embora alguns itens pressionem o custo da alimentação, o coordenador da pesquisa afirma que a tendência é que os preços não subam tanto nos próximos meses. "A cesta básica já está muito cara. A tendência é que, com isso, as pessoas parem de comprar ou troquem alguns produtos."

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