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Preço atual viabiliza exploração do pré-sal, diz Petrobras

O diretor de Exploração e Produção da Petrobras, Guilherme Estrella, disse nesta segunda-feira, em Vitória, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou que os contratos de concessão dos campos de petróleo da camada pré-sal já licitados e assinados serão cumpridos. Afirmou ainda que a atual cotação internacional do petróleo viabiliza de longe a produção petrolífera no pré-sal, mas não revelou o piso para o preço da commodity com o qual a Petrobras trabalha.

Agência Estado |


"Todas as empresas do setor têm esses referenciais, mas isso é confidencial, já que algumas empresas são mais eficientes que outras", disse. Ele afirmou, entretanto, que os sócios privados da empresa no megacampo de Tupi também avaliaram como viável o preço do petróleo para iniciar, a partir de 2009, o teste de longa duração no campo.

Amanhã, o presidente Lula participará, no Espírito Santo, do ato que marcará a primeira extração oficial de óleo do pré-sal. Será na plataforma P-34, da Petrobras, que funciona no campo de Jubarte, no litoral capixaba.

Estrella concedeu hoje entrevista coletiva à imprensa na sede da Petrobras em Vitória. Ele classificou de "poço-escola" o local da primeira perfuração do pré-sal, que ajudará a Petrobras a estudar como se comportam os reservatórios de petróleo localizados sob a camada de sal. "O pré-sal surge para o Brasil em uma conjuntura importante para o desenvolvimento brasileiro, que precisará de energia para se sustentar", observou o diretor da Petrobras.

"O presidente tem insistido em que os benefícios do pré-sal têm de ser garantidos para o povo e que os contratos já assinados serão honrados", disse o diretor. Em seguida, afirmou que a propriedade dos blocos de exploração do pré-sal nas áreas ainda não concedidas "deverá ser do governo, para ele ter condições de fazer um planejamento estratégico que vai sustentar o desenvolvimento do Brasil nas próximas décadas."

Estrella admitiu a possibilidade de a unitização do megacampo de Tupi, com áreas não concedidas em leilão e hoje sob poder da União, ocorrer antes do início do teste de longa duração previsto para março de 2009. "Isso poderia ocorrer, se se houver dados que demonstrem esta necessidade", disse ele, ao ser indagado sobre a legalidade de iniciar a produção em área sob risco de ser unitizada. A unitização é a unificação de dois ou mais campos exploratórios que possuem reservatório contíguo.

Segundo o diretor, "é verdade que não se pode produzir num campo que esteja sob risco de unitização". "Mas hoje não temos informações precisas de que haverá essa necessidade", informou. Segundo ele, o teste de longa duração pode prosseguir até que haja mais informações que permitam identificar se há necessidade de unitização.

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