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BRASÍLIA - O pagamento de sentenças judiciais no valor de R$ 6,8 bilhões explica boa parcela do déficit primário do governo central, o primeiro para meses de março desde 1997. O resultado da União, Previdência e Banco Central (BC) ficou negativo em R$ 4,6 bilhões.

BRASÍLIA - O pagamento de sentenças judiciais no valor de R$ 6,8 bilhões explica boa parcela do déficit primário do governo central, o primeiro para meses de março desde 1997. O resultado da União, Previdência e Banco Central (BC) ficou negativo em R$ 4,6 bilhões. O governo já tinha avisado sobre a concentração de precatórios ao fim do primeiro trimestre. Em nota, o Tesouro explica que as despesas do governo central aumentaram cerca de R$ 13 bilhões no mês passado sobre fevereiro, totalizando R$ 58,14 bilhão. Uma das pressões foi o pagamento de precatórios alimentícios no valor de R$ 3,1 bilhões, pela União. Também em precatórios, a Previdência Social pagou R$ 3,7 bilhões em março, ante R$ 127,9 milhões no mês anterior, por exemplo. As sentenças judiciais representaram mais da metade do déficit previdenciário do mês, que ficou em R$ 6,7 bilhões, contra R$ 3,78 bilhões negativos em fevereiro. Em março, as despesas de pessoal totalizaram R$ 15,159 bilhões, acima dos R$ 11,14 bilhões do mesmo mês de 2009, refletindo os reajustes salariais dados pelo governo ao funcionalismo. De forma que, segundo o Tesouro, nas contas do primeiro trimestre do ano as receitas subiram 15,8% em relação a período igual anterior. Mas as despesas cresceram em ritmo maior, em 19,3%, na mesma comparação. (Azelma Rodrigues | Valor)

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