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Prazo para pagamento de ACC está muito curto, diz Stephanes

Brasília, 11 - O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, disse hoje que há dois pontos que devem ser avaliados pelo governo para garantir a oferta de crédito para setor rural. O primeiro é o prazo de pagamento nas operações de Adiantamento de Contrato de Câmbio (ACC).

Agência Estado |

De acordo com Stephanes, as linhas oferecidas pelo governo não estão sendo demandadas de uma forma geral, porque o prazo oferecido, de 180 dias para pagamento, não é adequado. Esse problema, diz ele, prejudica principalmente o setor rural, que precisa de prazos mais longos para o pagamento dos financiamentos. O ideal seria de 360 dias.

De acordo com Stephanes, alguns bancos oferecerem os contratos de ACC para pagamento em até 90 dias. Apesar de o Banco Central fazer leilões de dólares para pagamento em até 180 dias. "Não há condições para o setor rural". O ministro disse que também há um problema com o financiamento da atividade agrícola por meio das Cédulas do Produto Rural (CPRs). De acordo com ele, estes títulos, que permitem ao agricultor financiar antecipadamente a produção, são oferecidos com juros que oscilam de 12% a 20% ao ano. "O juro de 12% ainda é razoável, mas acima disso é inviável para a agricultura".

O ministro disse a política de juros das CPRs terá que ser reavaliada, em especial pelo Banco do Brasil, que é "um agente do governo", afirmou. O ministro explicou que a taxa da CPR é definida de acordo com o risco da atividade. O ministro fez as declarações após reunir-se com representantes das tradings, bancos e dos produtores rurais. O Banco do Brasil participou da reunião, mas, segundo o ministro, uma possível redução dos encargos das CPRs será discutida pelas "áreas competentes" da instituição.

Stephanes citou o risco da atividade agrícola como um fator limitante dos financiamentos. Ele contou que as tradings que não têm sede no Brasil deixaram de financiar a produção neste ano. As empresas que mantiveram os financiamentos estão sendo mais criteriosas. Os bancos privados, diz o ministro, pararam de operar com o crédito rural. "Eles se esqueceram dos seus parceiros", disse. Stephanes ressaltou que o Banco do Brasil está cumprindo o seu papel.

Para dar garantia ao setor rural, o ministro disse que o governo vai garantir os preços mínimos estabelecidos para esta safra, "o que deve reduzir os riscos para a atividade agrícola". Ele lembrou ainda que parte da elevação do risco da atividade é justificada pelo aumento expressivo dos custos de produção, que chegaram a subir 50%.

Outra medida que o governo está estudando é abrir uma linha de crédito para os bancos credores das dívidas de investimento que venceram no mês passando e que ainda não foram pagas pelos agricultores. Ele estimou que 75% das parcelas das dívidas de investimento do Centro-Oeste não foram pagas, o que soma R$ 1 bilhão. Segundo Stephanes, estes produtores optaram por não pagar a dívida para investir recursos na safra.

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