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O PPS entrou ontem com representação no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SP) contra o candidato do PP à prefeitura de São Paulo, Paulo Maluf, requerendo a impugnação ao pedido de registro da sua candidatura. O partido considera que o ex-prefeito tem ficha suja na Justiça, o que inviabilizaria sua participação na disputa eleitoral. O PPS diz ainda que Maluf responde a várias ações penais e de improbidade administrativa, o que o torna inelegível.

Os advogados do ex-prefeito dizem que ele não tem condenação em última instância e que, portanto, é inócua a representação do PPS, que tem a jornalista Soninha Francini como candidata à prefeita. Pesquisa divulgada na quarta-feira pelo Ibope aponta Soninha com 1% das intenções de voto. Maluf tem 11%, empatado com o prefeito Gilberto Kassab, que também tem 11%. Marta Suplicy (PT), com 35%, e Geraldo Alckmin (PSDB), com 32%. A justiça eleitoral já acatou a representação do PPS e deu um prazo de sete dias para que Maluf se explique para saber se impugna ou não a sua candidatura.

O prefeito e candidato à reeleição Gilberto Kassab (DEM) anunciou ontem a ampliação da validade do Bilhete Único em São Paulo, como forma de tentar ganhar mais votos. A medida deve beneficiar principalmente a população da periferia, que por conta do transito não consegue mais chegar ao destino dentro do prazo de validade do passe eletrônico de ônibus. Os moradores das áreas mais distantes da cidade configuram, em sua maior parte, o eleitorado da ex-prefeita petista e o Bilhete Único é uma das principais vitrines da campanha de Marta na disputa pela Prefeitura de São Paulo.

O foco dos candidatos à Prefeitura de São Paulo na primeira etapa da campanha eleitoral é buscar votos onde eles são mais fracos. Com a ampliação da validade do Bilhete Único, que passará de duas para três horas, a expectativa da prefeitura é beneficiar diretamente 6 milhões de usuários diariamente. Geraldo Alckmin também enfrenta dificuldades na periferia e a maior parte de suas atividades de campanha estão sendo concentradas em áreas periféricas da cidade.

Já a campanha de Marta Suplicy planeja uma mudança para a próxima semana na agenda da campanha. Nas primeiras semanas o PT centrou esforços em seminários temáticos, para debater saúde, educação e habitação , por exemplo. Na semana que vem fará eventos onde o partido está mais fraco, como na região central da cidade. "Vamos dialogar mais com a classe média", disse o deputado Simão Pedro, um dos responsáveis pela agenda da campanha de Marta.

(Valor Econômico)