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Poupança capta 47,1% menos em 2008

A poupança perdeu ritmo em 2008. Em um ano marcado pelo forte crescimento econômico no primeiro semestre e pela crise financeira desde setembro, o volume de aplicações na mais tradicional opção de investimento caiu quase pela metade na comparação com 2007.

Agência Estado |

Segundo o Banco Central, os depósitos superaram os saques em R$ 17,660 bilhões. Apesar de positivo, o resultado é 47,1% menor que o de 2007.

Segundo os dados apresentados ontem pelo BC, o conjunto de todas as cadernetas somava R$ 270,441 bilhões no último dia do ano passado. No acumulado do ano, essas contas tiveram rendimento de R$ 17,424 bilhões.

A desaceleração da poupança começou a ser observada no começo do primeiro semestre de 2008, antes mesmo de qualquer sinal da crise. Na época, com a forte atividade econômica no Brasil e o mercado de crédito a todo vapor, bancos passaram a incentivar o investimento nos Certificados de Depósito Bancário (CDB) em detrimento das demais opções, como a poupança.

Esse incentivo ocorreu principalmente nas grandes instituições que precisavam de cada vez mais dinheiro para continuar atendendo à forte demanda por crédito. Essas instituições optavam por essa alternativa de captação de recursos porque a cada R$ 100 aplicados no CDB, o banco poderia emprestar livremente R$ 70. O restante era depositado no BC na forma de compulsório. Já na poupança, para os mesmos R$ 100 aplicados, poderiam ser emprestados livremente apenas R$ 5, já que R$ 65 tinham de ser destinados ao crédito habitacional e R$ 30 eram para o compulsório.

Para atrair interessados, bancos passaram a pagar mais juros nos CDB, o que atraiu investidores das cadernetas e até dos fundos de investimento. A desvantagem da poupança ficou ainda pior com o início do aumento dos juros em abril, o que aumentou a atratividade das outras opções.

Com isso, a captação líquida da poupança passou a apresentar em março queda de dois dígitos na comparação com igual período de 2007. Em dois meses, inclusive - abril e outubro -, os saques superaram os depósitos, situação não vista desde meados de 2006.

Mesmo com o estouro da crise em setembro bancos continuam a incentivar a aplicação em CDB. Isso fez com que o estoque total desse tipo de ativo saltasse 89% em 2008 - o correspondente a R$ 321 bilhões. Em 31 de dezembro, o estoque de CDB somava R$ 681,5 bilhões.

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