Nações Unidas, 14 abr (EFE).- Os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU (Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido) e a Alemanha decidiram hoje avançar na negociação de uma nova rodada de sanções contra o Irã por causa de seu programa nuclear.

Nações Unidas, 14 abr (EFE).- Os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU (Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido) e a Alemanha decidiram hoje avançar na negociação de uma nova rodada de sanções contra o Irã por causa de seu programa nuclear. Representantes dos seis países se reuniram durante três horas em Nova York pela segunda vez em menos de uma semana para definir um projeto de resolução com novas medidas contra a economia iraniana. "Foi uma reunião muito construtiva, acho que começamos a negociar com base no texto (do projeto de resolução). Os seis estão unidos, avançamos", disse ao sair do encontro o embaixador francês na ONU, Gérard Araud, segundo o qual as partes terão "mais reuniões". O embaixador da China, Li Baodong, considerou o encontro de hoje como "construtivo", depois do de quinta-feira passada. "Os seis países têm agora um melhor conhecimento de nossas respectivas posições e continuaremos com estas consultas", acrescentou. Também compareceram à reunião o embaixador do Reino Unido na ONU, Mark Lyall Grant, assim como seus colegas da Alemanha, Peter Witting; dos EUA, Susan Rice; e da Rússia, Vitaly Churkin. O Governo iraniano desprezou o efeito de uma possível quarta rodada de sanções internacionais sobre sua economia e reiterou sua vontade de seguir adiante com seu programa nuclear. "Nosso programa nuclear chegou a um ponto sem volta. Continuaremos com ele", afirmou na terça-feira o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, em entrevista a uma emissora de televisão do país. As negociações em Nova York começaram depois que a China deixou em março sua taxativa oposição a aumentar as restrições econômicas internacionais sobre o Irã, um de seus principais fornecedores de petróleo e com quem mantém estreitas relações comerciais. Os presidentes dos EUA, Barack Obama, e da China, Hu Jintao, deram um novo impulso às negociações entre as seis potências na segunda-feira depois de decidirem cooperar na resolução da ONU sobre o Irã. Tal como aconteceu em outras ocasiões, espera-se que a China defenda diante das outras potências uma redução na severidade das possíveis sanções. Assim que os membros permanentes do Conselho de Segurança, com direito de veto, acordarem um projeto de resolução, terão que convencer pelo menos quatro dos dez membros não-permanentes desse órgão - entre eles o Brasil - a apoiarem essas sanções. Deles, Brasil, Líbano e Turquia são por enquanto reticentes a impor novas medidas contra Teerã, já que consideram que ainda há possibilidade de uma solução negociada. EFE jju/bba
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