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Positivo segue atenta a oportunidades após recusar oferta da Lenovo

Ainda que tenha recusado a oferta de R$ 18,00 por ação feita pela Lenovo, a Positivo Informática sinaliza que continuará de olho em outras oportunidades, seja de venda ou acordos operacionais. Mas o presidente da fabricante nacional de computadores, Hélio Rotenberg, garante que, no momento, não há nenhuma outra conversa em estágio avançado, nem proposta formal.

Agência Estado |

"Para o bom andamento do mercado, não comentamos negociações em fase preliminar ou que não tenha sido alvo de oferta formal", afirmou o executivo à Agência Estado.

Com a Lenovo, com a qual as negociações de venda do controle cessaram de vez, segundo o executivo, foram mais de três meses de conversas desde a primeira reunião, mas as tratativas se intensificaram nos últimos 30 dias.

O executivo não revela o nome das demais companhias que sondaram a Positivo nos últimos meses. O mercado cogita que, além de Lenovo, a americana Dell tenha procurado a brasileira. Ele faz questão de frisar que a Positivo nunca esteve à venda, mas que, diante de uma proposta, resolveu parar para ouvir. "Não fizemos uma contraproposta, mas certamente esse valor (R$ 18,00) não mexeu com a gente."

Na opinião de Rotenberg, que não revela quanto os acionistas gostariam de receber, a Lenovo talvez não tenha tido condições de melhorar sua oferta em razão da crise financeira global. "Existe uma crise mundial enorme e as empresas têm feito de tudo para preservar seu caixa", comentou. Ele reconheceu que, com a crise global, será difícil emplacar outra negociação. "Mas o foco da Positivo está na empresa e em seus planos de expansão", ressaltou.

De acordo com ele, a Positivo Informática poderá trabalhar no estabelecimento de acordos operacionais com outras empresas. Um acerto com a Lenovo teria mais chance de vingar, já que as duas companhias vinham travando relacionamento nos últimos tempos. Ele preferiu não abrir quais acordos poderiam ser selados. Cogita-se, no mercado, a compra conjunta de insumos de informática, já que as duas companhias têm escala e isso poderia baratear o preço de matérias-primas. Outra possibilidade aventada seria um acordo da Lenovo do Brasil para fabricação de equipamentos pela Positivo, já que a companhia terceiriza sua produção por aqui.

Rotenberg reconheceu que a cláusula de "pílula de veneno" do estatuto social da Positivo Informática dificulta a transferência de controle, mas observou que esta não é uma barreira intransponível. O documento prevê um mecanismo para garantir a dispersão acionária. Assim, um acionista que adquira 10% ou mais do total de ações da companhia deverá - no prazo máximo de 30 dias, a contar da data de aquisição - realizar ou solicitar o registro de uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) da totalidade das ações. Pelo estatuto, o preço da ação na OPA teria de ser a maior cotação unitária das ações nos 24 meses anteriores à realização da oferta em que houver maior volume de negociação em bolsa.

De acordo com Rotenberg, a pílula de veneno pode ser contornada porque não se aplica aos controladores da Positivo que detinham as ações antes da abertura de capital (acionistas originais) - cinco empresas, sendo Rotenberg um desses acionistas. Uma das saídas seria fazer uma OPA por um preço qualquer - não aquele estipulado na cláusula da poison pill -, avisando aos minoritários que a empresa seria vendida na seqüência. Os acionistas minoritários, então, aceitariam ou não a proposta e o preço definido no leilão seria replicado na venda da empresa, procedimento que, na avaliação do executivo, "seria o mais ético".

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