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Positivo ON dispara 54,22% com cálculos sobre possível venda

As ações ON da Positivo Informática, fabricante brasileira de computadores de mesa e portáteis, disparam pela segunda sessão consecutiva da Bovespa, diante das notícias de que a companhia está perto de ser vendida para uma multinacional da área de tecnologia da informação. Há pouco, as ações ON da empresa passaram a disparar nada menos que 54,22%, para R$ 9,50, e a Ágora aparece como principal compradora do papel.

Agência Estado |

As ações chegaram a subir mais de 100% há instantes. Pela manhã, a alta era de cerca de 20%. Reforçam os ganhos relatórios de corretoras com cálculos sobre o preço a ser pago aos acionistas em uma suposta venda da empresa.

No final de semana, o jornal O Estado de S. Paulo informou que executivos da Dell e da Lenovo estiveram na sede de companhia, em Curitiba, o que foi considerado o primeiro passo para que uma oferta seja colocada na mesa. Conforme a reportagem, o interesse pela compra da brasileira é grande e a Positivo contratou o banco UBS Pactual para conduzir o processo.

Em resposta a uma solicitação da Bovespa sobre a matéria, a Positivo disse que mantém um relacionamento de longo prazo com o UBS Pactual, que vem assessorando a empresa a coordenar e organizar eventuais proposições feitas por terceiros. A empresa informou que não há qualquer ato ou fato relevante que deva ser divulgado ao mercado na forma da regulamentação em vigor.

Operadores comentam no mercado relatório divulgado pela Itaú Securities, no qual comenta uma informação publicada pelo Valor Econômico ontem, de que o negócio poderia ser fechado ao preço de R$ 20/ação a R$ 25/ação. A casa diz que, de um ponto de vista industrial, a venda da empresa é possível e faz sentido estratégico para tanto para o comprador quanto para o vendedor.

A Itaú afirma que, embora acredite que a ação vai continuar a reagir favoravelmente ao noticiário, mantém a recomendação de "performance do setor" (sector performance), dadas a natureza especulativa do noticiário e a liquidez limitada das ações. A instituição aponta ainda a existência de uma cláusula de poison pill no estatuto da companhia, que poderia dificultar a operação.

Notícias de que a companhia estaria prestes a ser vendida a uma multinacional de informática circulam há cerca de dois meses no País. No final de outubro, os rumores apontavam HP, IBM e Dell como prováveis compradoras da Positivo.

Em relatório de hoje, a Ativa Corretora aponta que a possibilidade de venda do controle da companhia fica em aberto, uma vez que a Positivo confirmou a contratação de um coordenador para avaliar propostas de compra. "Acreditamos que um movimento deste porte faz sentido para as empresas interessadas, principalmente para a Dell, que vem buscando ampliar sua presença no mercado brasileiro de varejo, onde a Positivo detém a liderança", diz a Ativa.

Além disso, a corretora aponta que o atual patamar de preços da ação "oferece possibilidade de pagamento de prêmio relevante no controle da companhia, o que beneficiaria também o minoritário da empresa, cujas ações estão no Novo Mercado".

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