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Portas para o mercado externo estão fechadas

Enquanto aguardava pela homologação de sua demissão, Francis Antero da Silva, de 26 anos, fazia planos para o futuro em outro ramo de atividade. Nos últimos dois anos e três meses, ele trabalhou como operário do setor de guincho da fábrica de ferro-gusa Usisete, em Sete Lagoas.

Agência Estado |

Casado e pai de uma menina, o jovem pretende agora tirar o sustento com o emprego de motoboy. Silva não foi informado do motivo de sua dispensa, mas desconfia. "Todo mundo fala dessa crise geral. Só sei que fui demitido e agora estou em outro ramo", disse.

Para algumas empresas instaladas em Sete Lagoas, a solução encontrada para enfrentar o cenário internacional adverso foi mesmo a reduzir drasticamente o quadro de pessoal. O grupo Fergobras, por exemplo, desligou seus seis altos-fornos e demitiu cerca de 400 de um total de 700 empregados. Outros 100 foram colocados em férias coletivas. Entre 70% e 80% da produção da empresa é destinada à exportação.

"Nós entendemos que essa situação está ligada à crise financeira dos bancos, não das empresas", avaliou o diretor-comercial Mateus José Rodrigues. "Não há para onde sair porque os bancos internacionais não estão mais liberando financiamento para as tradings que compram de nós. Além disso, os clientes internacionais também diminuíram a demanda, o consumo."

Segundo as empresas, praticamente não há fechamento de novos contratos de exportação no setor. Até porque não há referência de preço. "Não sabemos qual é o preço para janeiro, porque é uma demanda muito débil", disse Paulino Cícero, do Sindifer. "Falam em US$ 600 por tonelada, mas não tem havido negócios concretos nessa área por preço nenhum."

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