Em 1963 a Porsche criou um dos esportivos mais cobiçados do mundo: o 911. Agora, com a segunda geração do Carrera 4 (tração nas quatro rodas), que chega ao País no fim de outubro, a fabricante alemã conseguiu um feito e tanto: tornou seu ícone ainda mais de corrida.

No visual, as atualizações foram discretas. A frente ganhou um filete de LEDs sob as luzes de seta e faróis de xenônio de série. Redesenhadas, as lanternas traseiras passaram a ser unidas por uma faixa reflexiva.

As inovações mais notáveis foram na parte mecânica. Os motores, boxer de seis cilindros, agora têm injeção direta de gasolina e ficaram mais potentes. O 3.6 ganhou 20 cv e passou a 349 cv. O 3.8, que equipa as versões 4S, topo de linha, produz 390 cv (eram 360 cv).

Outra boa novidade é a caixa de câmbio automatizada com dupla embreagem e sete velocidades (PDK). Ela substitui a Tiptronic de cinco marchas e deverá equipar 90% dos Carrera vendidos aqui - os preços ainda não foram definidos.

Com a nova caixa, o 4S acelera de 0 a 100 km/h em 4,3 segundos. Dá para fazer as trocas automaticamente, por meio da alavanca ou por botões no volante.

Em movimento

O Carrera 4 é dócil quando o propósito é passear e tem ímpeto furioso para acelerar se exigido. Tudo é muito direto: acelerações, frenagens e respostas ao volante são imediatas.

O sistema de tração, herdado do 911 Turbo, distribui a força entre os eixos automaticamente. Também é possível regular o nível de rigidez da suspensão.

Na opção "normal" os impactos ao passar por imperfeições mal são sentidos pelo motorista. Dura, a Sport reduz a altura do carro em 20 mm e é indicada se a intenção for acelerar forte.

Há ainda um recurso que retarda as trocas de marchas, o que faz com que o motor gire muito e se mantenha sempre "cheio". Esse sistema, batizado de Sportplus, inclui uma função de arrancada.

Funciona assim: após acionar a tecla no console, é preciso manter o pedal de freio pressionado e pisar firme no acelerador. Quando o conta-giros alcançar 6.500 rpm, basta liberar o Carrera 4 para o carro devorar o asfalto.

Na pista, pé embaixo, alcançamos 261,2 km/h. No fim da reta, o 911 estancou graças aos discos nas quatro rodas com 330 mm. Opcionalmente há os de cerâmica com 350 mm.

Manual

As respostas do Cabriolet com câmbio manual de seis marchas são parecidas com as do cupê. Mas o Carrera com caixa PDK é muito mais divertido de guiar.

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