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Por US$ 84 milhões, SP Alpargatas leva empresa argentina

SÃO PAULO - A São Paulo Alpargatas concluiu a compra de 60,1% do capital da Alpargatas Argentina, com a aprovação da Comisión Nacional de Defesa de la Competencia (CNDC), órgão regulador da Argentina, na última sexta-feira. A brasileira desembolsou US$ 84 milhões pela Alpargatas Argentina, considerada a maior empresa de calçados e têxteis do país vizinho. Com o negócio, a São Paulo Alpargatas torna-se a maior fabricante de calçados da América do Sul com faturamento total de R$ 2,1 bilhões e uma produção anual de 300 milhões de pares, incluindo a Dupé.

Valor Online |

Na segunda posição está a Vulcabras, que também é dona da empresa calçadista argentina Indular.

"Nosso foco agora é reunir a cultura das duas empresas. Temos muita sinergia e condições de reduzir custos e aumentar nossa escala " , disse Márcio Utsch, diretor presidente da São Paulo Alpargatas.

O órgão regulador argentino colocou como condição a venda, dentro de três anos, da marca Pampero, que produz roupas profissionais e galochas. O negócio representa menos de 1% da receita da Alpargatas Argentina, que em 2007 somou R$ 406 milhões. O CNDC colocou esse impeditivo porque a líder no segmento de roupas profissionais na Argentinas é a Ombu, pertencente à Santista Têxtil que, por sua vez, tem a Tavex como sócia. A ligação entre elas é que a São Paulo Alpargatas detém 18% do capital da Tavex.

Dona de um conhecido portfólio de marcas como Havaianas e Topper, a Alpargatas tem uma forte presença no exterior. Ainda assim, Utsch ressaltou não acreditar que a atual crise mundial impactará a empresa, nem tampouco refez os planos de investimentos para o próximo ano. " Não mudei um centavo dos meus investimentos " , disse o presidente da companhia.

Ele destaca que a valorização da moeda americana inclusive contribui para as exportações da empresa. " Continuamos com as mesmas estratégias em todos os nossos escritórios, inclusive nos Estados Unidos e Europa " , disse.

Utsch descarta ainda a possibilidade de uma invasão de produtos chineses no mercado brasileiro diante do desaquecimento dos Estados Unidos. " A China produz por ano entre 15 e 16 bilhões de pares e o Brasil só compra 30 milhões deles. Os chineses vão procurar países como Tailândia e Índia, que têm também uma grande população, mas não possuem uma indústria calçadista tão consolidada como a nossa " , ressaltou o presidente da companhia. " Não é o Brasil que resolverá os problemas dos chineses " , complementou Utsch.

(Beth Koike | Valor Econômico)

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