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População desocupada tem a menor taxa desde 2002, diz IBGE

A taxa de desocupação em dezembro passado foi de 6,8% da População Economicamente Ativa (PEA), a menor da série histórica iniciada em 2002, segundo a Pesquisa Mensal de Emprego divulgada nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Redação com agências |

 

Vale lembrar que a metodologia do instituto considera como desocupadas as pessoas que não estavam trabalhando, "estavam disponíveis para trabalhar na semana de referência [em que foi feita a consulta] e tomaram alguma providência efetiva para conseguir trabalho nos trinta dias anteriores à semana em que responderam à pesquisa". Ou seja, o levantamento do IBGE inclui também o emprego informal e por conta própria, ao contrário do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), divulgado pelo Ministério do Trabalho essa semana, e que mostrou uma forte queda no emprego em dezembro, porque investiga apenas as vagas formais no mercado de trabalho.

O índice teve um recuo de 0,8 ponto porcentual em relação a novembro, quando foi de 7,6%. Tradicionalmente, a taxa do mês de dezembro é a menor do ano, o que se confirmou com o dado de hoje.

Regionalmente, em relação a novembro, o contingente de desocupados reduziu-se em Recife, São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre. Na comparação anual, houve "queda expressiva" em Recife e São Paulo, informou o IBGE.

A população desocupada somou 1,6 milhão de pessoas, 11% a menos do que em novembro e 6,3% a menos do que em dezembro de 2007.

A população ocupada foi de 22,1 milhões, estável em relação a novembro, segundo o IBGE, mas 3,4% maior em relação a dezembro de 2007.

A pesquisa do IBGE apontou que o número de trabalhadores com carteira assinada (10 milhões) não variou significativamente no mês de dezembro, mas cresceu 7,2% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

A taxa média de desemprego no ano de 2008 foi de 7,9%. Em 2007, a taxa média de desemprego havia sido de 9,3%. A taxa anual de 2008 também é a menor da série histórica da pesquisa.

A PME é realizada pelo IBGE nas regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Belo Horizonte, Recife e Porto Alegre.

Renda

O rendimento médio real habitual foi de R$ 1.284,90, 0,5% maior do que em novembro e 3,6% mais alto frente a dezembro de 2007.

Relativamente ao penúltimo mês do ano passado, das seis regiões metropolitanas pesquisadas, viu-se aumento na renda média em Recife (2,9%), Belo Horizonte (5,1%) e São Paulo (1,1%). Em contrapartida, o rendimento caiu no Rio de Janeiro (-2,4%). Nas outras duas áreas investigadas - Salvador e Porto Alegre - notou-se estabilidade.

Na mesma comparação, os trabalhadores com carteira de trabalho assinada no setor privado tiveram queda de 0,4% no rendimento médio, para R$ 1.265,70. Os empregados sem carteira de trabalho assinada no setor privado tiveram rendimento médio de R$ 798,90, com elevação de 0,5%. Os trabalhadores por conta própria acabaram com a renda 0,4% maior, de R$ 1.044,30. Militares ou funcionários públicos viram acréscimo de 2,9% no rendimento médio, para R$ 2.256,70.

Em comparação a dezembro de 2007, houve recuperação de 6% no rendimento dos trabalhadores com carteira assinada. Os trabalhadores por conta própria verificaram aumento de 1,1% e os militares e servidores públicos tiveram alta de 2,6%. Os trabalhadores sem carteira assinada, contudo tiveram perda de 7,8% na renda média habitualmente recebida.

Já o rendimento médio real domiciliar per capita, que é a divisão das rendas do trabalho pelos moradores do domicílio, fechou o ano passado em R$ 823,56 -estável perante novembro, mas 4,2% maior do que o de dezembro de 2007.

(Com informações da Agência Estado e Valor Online)

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