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Políticos dizem que saída da crise novo capitalismo

Piedad Viñas. Paris, 8 jan (EFE).- A saída da atual crise financeira passa por uma nova arquitetura institucional e por uma reformulação do capitalismo, de acordo com os políticos, economistas e chefes de Estado mundiais que participam da Conferência Novo Mundo, Novo Capitalismo de Paris.

EFE |

"Devemos moralizar o capitalismo, não destruí-lo", "é preciso refundá-lo", afirmou o presidente francês, Nicolas Sarkozy, anfitrião deste fórum em cuja inauguração compartilhou papel principal com a chanceler alemã, Angela Merkel, e o ex-primeiro-ministro do Reino Unido Tony Blair.

Os três coincidiram em que a atual crise financeira não tem precedentes e em que as instituições econômicas internacionais, embora tenham demonstrado eficácia após a Segunda Guerra Mundial, não estão adaptadas para enfrentá-las.

"É óbvio que o tradicional sistema de bem-estar social não é capaz de fazer frente a este 'tsunami' econômico", disse Blair, ressaltando "a importância de imprimir valores ao sistema financeiro para que ele deixe de se basear na simples especulação".

Esta crise, segundo Blair, deve ser vista como "uma oportunidade de abrir um novo capítulo e de construir as bases de um futuro melhor para todos".

Merkel e Sarkozy estão de acordo e acham que a forma de consegui-lo consiste em regulamentar melhor e adaptar as instituições ao século 21.

O G8, grupo dos países mais poderosos do mundo (Alemanha, Reino Unido, Estados Unidos, Itália, França, Japão, Canadá e Rússia), já não é o fórum indicado para criar uma ordem regulamentar mundial, segundo Merkel, que defendeu a integração de outros atores internacionais e a criação de novos fóruns "ais adequados à realidade atual".

Como exemplo, a chanceler colocou a possibilidade de criar um Conselho Econômico internacional, semelhante ao Conselho de Segurança das Nações Unidas, ou "uma Carta para uma economia razoável no longo prazo", da mesma forma que existe uma Declaração de Direitos Humanos.

A crise afeta todos, prosseguiu, e "nenhum país pode atuar só" para enfrentar suas conseqüências, alertou Merkel citando expressamente os Estados Unidos.

Mais direto foi ainda o presidente francês em sua mensagem dirigida ao outro lado do Atlântico, quando afirmou que "no século 21 já não há uma só nação que possa dizer o que é preciso fazer ou pensar".

"Tomaremos as decisões em 2 de abril em Londres (na cúpula do G20, grupo que reúne os membros do G8 e de outros países emergentes, convocada para a capital britânica) , e espero de todo coração que Washington se some às mudanças que se decidam", disse Sarkozy.

Se não for assim, segundo ele, "não aceitaremos o status quo, não aceitaremos o imobilismo, não aceitaremos o retorno ao 'pensamento único'".

Países como Brasil, China ou algumas nações africanas devem se associar ao que será o processo de construção de um novo sistema financeiro internacional, segundo o presidente francês, segundo quem que não é necessário destruir o capitalismo, mas reformá-lo e equilibrar os respectivos papéis do Estado e do mercado.

Não se deve substituir a falta por regras pelo excesso de regras, é preciso "atuar com os outros" porque "uma crise mundial requer uma resposta mundial", insistiu.

Sarkozy e Blair presidem esta Conferência internacional da qual também participam outras personalidades da política e da economia mundial, como o diretor da Organização Mundial do Comércio (OMC), Pascal Lamy, o presidente do Banco Central Europeu (BCE) Jean-Claude Trichet, e a comissária européia de Competência Nelly Kroes ou presidente da Libéria Ellen Johnson-Sirleaf.

O ministro indiano de Comércio Kamal Nath e o ministro italiano de Economia, Giulio Tremonti, são outros dos oradores convidados a esta reunião.

Os debates, que se prolongarão até amanhã, se desenvolvem em três mesas-redondas: "Os Valores do Novo Capitalismo", "Globalização e Justiça Social?" e "Como se Pode Regular o Capitalismo?". EFE pi/jp

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