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Madri, 29 set (EFE).- Pelo menos 38 pessoas foram detidas em Madri nas primeiras 12 horas da greve geral declarada na Espanha contra a reforma trabalhista e a política econômica do país, informou a delegada do Governo da comunidade autônoma de Madri, Amparo Valcarce.

Madri, 29 set (EFE).- Pelo menos 38 pessoas foram detidas em Madri nas primeiras 12 horas da greve geral declarada na Espanha contra a reforma trabalhista e a política econômica do país, informou a delegada do Governo da comunidade autônoma de Madri, Amparo Valcarce. Em entrevista coletiva em Madri, a delegada assinalou que outros 1.500 integrantes de piquetes foram identificados pela Polícia e que será aberto um processo para determinar se haverá ações contra eles. A representante do Governo de Madri também confirmou que a Polícia efetuou disparos para cima, no lado de fora da fábrica EADS-CASA de Getafe, cidade próxima à capital da Espanha. Valcarce em seguida cedeu a palavra à inspetora Samara Sagrera, segundo quem o incidente teve origem quando integrantes de um piquete - aproximadamente 100 pessoas - agrediram um funcionário da fábrica que queria entrar. Por conta da "agressão extrema", segundo a inspetora, a Polícia interveio, houve resistência e, após saírem da fábrica, os policiais perceberam que dois de seus companheiros tinham ficado dentro do estabelecimento, com as portas fechadas. Os agentes receberam "golpes e murros" e, do lado de fora, os policiais deram tiros intimidatórios para o ar. O caso está sendo submetido a uma investigação e, por enquanto, ninguém foi preso. O incidente de Getafe terminou com seis feridos: o funcionário e cinco policiais. Um deles teve o dedo fraturado e os outros quatro sofreram politraumatismos leves. Em Bruxelas, o secretário-geral da Confederação Europeia de Sindicatos (CES), John Monks, afirmou que a reforma trabalhista e do sistema previdenciário anunciadas pelo Governo espanhol são "as piores medidas de austeridade de toda a União Europeia, depois das da Grécia". Monks irá liderar a manifestação que acontece hoje pelas ruas de Bruxelas e que foi convocada pelos sindicatos europeus para protestar contra as medidas de austeridade aplicadas em vários Estados-membros. EFE arp/mm-sa

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