Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Podemos dormir tranqüilos do ponto de vista de inflação, crê Mantega

BRASÍLIA - A queda no preço das commodities vai compensar o impacto da elevação do preço do dólar na economia brasileira, avaliou o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Segundo ele, haverá uma neutralização da valorização da moeda norte-americana e isso não afetará a inflação, mas pelo contrário poderá trazer resultados como a deflação já registrada ontem no Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI).

Valor Online |

O ministro disse ainda que a desvalorização do real que ocorre no momento não será igual à que houve no passado.

Nós podemos dormir tranqüilos do ponto de vista de inflação. Dormir a gente nunca dorme. Dormir sempre com o olho aberto , disse.

Mantega não quis comentar se era o momento de reduzir os juros e ressaltou que essa é uma atribuição do Banco Central, que hoje começa a definir a tendência da taxa básica de juros para a economia brasileira. Aí não é o meu departamento. Ainda mais em véspera de Copom [Comitê de Política Monetária] .

O comitê, formado por diretores do Banco Central, é que define o índice da Selic, a taxa que serve como referência ao mercado financeiro para definir os juros que são cobrados das pessoas e empresas que buscam empréstimos.

O ministro também não quis fazer projeções para o valor do dólar e lembrou que o regime de câmbio no Brasil é flutuante. Ou seja, não tem o valor da moeda controlado pelo governo. Mas a elevação do preço da moeda norte-americana poderá trazer impactos para as contas externas já que muitos investidores retiram os recursos que têm no país para cobrir prejuízos em outros mercados.

São dois impulsos que ele [câmbio] responde. O primeiro é um resultado menor no balanço de pagamentos, com uma sobra menor de dólares na economia. Capitais que aqui estavam voltaram para cobrir o buraco que havia na matriz , afirmou.

O ministro enfatizou que, agora, o dólar se valoriza, mas houve um momento em que o real também passou pelo mesmo processo. Eu não sei se veio para ficar ou não. Mas é flutuante e continuará a flutuar. A tendência agora é que não haja a valorização que houve no passado .

(Agência Brasil)

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG