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BRASÍLIA ¿ Pesquisa divulgada nesta terça-feira pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) revela que o número de pobres nas principais regiões metropolitanas do Brasil caiu em quase um terço.

O estudo do Ipea mostrou que o crescimento econômico do País está sendo acompanhado por uma melhora na renda das famílias em todas as faixas de renda, implicando numa queda do número de pobres e na elevação do número de ricos no Brasil.

Nas seis maiores regiões metropolitanas do País (Recife, Salvador, São Paulo, Porto Alegre, Belo Horizonte e Rio de Janeiro), a taxa de pobreza, que era de 35% da população em 2003, caiu para 24,1% em 2008, o que representa uma uma redução de quase um terço.

Segundo o presidente do Ipea, Marcio Pochmann, os fatores que contribuíram para a redução da pobreza são o crescimento econômico do País, os ganhos do salário mínimo e os programas sociais do governo, como o Bolsa Família. Já os ricos, que também ampliaram a riqueza, foram beneficiados pelo crescimento econômico e também pelos ganhos de produtividade que são pouco repassados para os salários. Quando temos como referência os dois extremos [ricos e pobres], verificamos que está aumentando a chamada classe média emergente", ressaltou Pochmann.

O período entre 2002 e 2003 foi o que apresentou o último aumento no percentual de pessoas pobres, sendo seguido por reduções contínuas. A partir dos dados de 2002, o Ipea avaliou que a maior queda na pobreza foi observada na região metropolitana de Belo Horizonte, onde o número de pessoas pobres caiu de 38,3% da população, naquele ano, para 23,1% da população, em 2008.

Já as regiões que apresentaram as maiores taxas de pobreza, no mesmo período, foram as regiões de Recife e Salvador, onde a estimativa para 2008 indica respectivamente 43,1% e 37,4% de pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza. As regiões de São Paulo e Porto Alegre, por outro lado, foram as que apresentaram as menores taxas e pobreza em 2008, com 20,7% e 20% de pobres no total da população, respectivamente.

A pesquisa compreende o período de 1992 a 2008 e define como pobre o indivíduo que tem renda mensal de até meio salário mínimo (R$ 207,50). Indigentes, por sua vez, são aqueles que recebem menos de 1/4 do salário mínimo, ou R$ 103,75. Já o rico é aquele indivíduo pertencente a famílias cuja renda mensal é igual ou superior a 40 salários mínimos (R$ 16.600).

Evolução dos ricos no Brasil

De 2002 para 2003, o percentual das pessoas pertencentes às famílias com rendimento superior a 40 salários mínimos mensais sofreu uma redução de 20% (de 1 para 0,8%).

De 2003 a 2007, a parcela de ricos permaneceu no mesmo patamar de 0,8% e, segundo o Ipea, estima-se que deverá permanecer estável neste ano. Mas, em números absolutos, o número de ricos cresceu de 362 mil para 476,5 mil. 

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