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Plantio de milho safrinha em 2009 preocupa, diz Stephanes

Brasília, 10 - O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, afirmou que as condições para o plantio da safra estão dadas, mas admitiu que há uma grande preocupação do governo quanto a safrinha de milho que será plantada no primeiro semestre de 2009. Para ele, há uma preocupação se os preços do milho continuarem em queda, o que vai desestimular o plantio.

Agência Estado |

Ele confirmou que se reúne hoje à tarde no ministério com especialistas do setor agrícola para fazer uma análise dos efeitos das medidas anunciadas pelo governo para o plantio da safra. Para ele, as atenções devem estar voltadas agora para a comercialização que começa em fevereiro de 2009. O ministro tem defendido uma maior participação dos bancos públicos no financiamento agrícola devido a ausência das tradings no crédito rural.

Código Florestal - O ministro também falou sobre a proposta de alteração do código florestal, discussão que está emperrada devido a divergências entre ele e o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc. "Será preciso uma decisão do governo para resolver esse impasse", afirmou. Stephanes defendeu que as condições atuais da produção agrícola sejam consideradas nesta discussão.

O ministro também falou sobre a redução dos índices de produtividade para fins de reforma agrária e disse que há uma lei que exige a revisão destes índices e que ela precisa ser cumprida. "Ou revoga-se a lei ou é preciso cumpri-la", afirmou. Ele disse que apesar das críticas da bancada ruralista, a proposta que está sendo discutida pelo Ministério da Agricultura foi elaborada a partir de um amplo estudo que foi feito por um período de 8 meses em todas as regiões produtoras.

China - Stephanes estima que será preciso um prazo de até 60 dias para que o Brasil conheça o potencial para importação de carne de frango in natura pela China. O mercado chinês para o produto brasileiro foi reaberto na semana passada e as primeiras vendas, segundo o ministro, devem ser feitas ainda este mês.

O ministro disse que há indicativos que a China também vai abrir mercado de carne suína para o Brasil. Segundo ele, a abertura de novos mercados é uma necessidade diante da crise financeira internacional. Sem esse fluxo de comércio, o ministro prevê um ano mais conturbado para o agronegócio brasileiro em 2009. "Teremos dificuldades caso não se consiga abrir novas frentes de exportação", afirmou em jantar oferecido a um grupo de jornalistas, ontem à noite, em Brasília.

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