Cada vez mais as fibras naturais estão se tornando comuns na fabricação de veículos. Plantas como curauá, coco, sisal e cânhamo são tratadas para virar peças automotivas, especialmente de revestimentos internos.

Em relação a componentes sintéticos, a maior vantagem é para o meio ambiente, pois esses materiais oriundos da natureza são renováveis e biodegradáveis.

Mas há outros benefícios, como no caso da fibra do curauá - vegetal da família do abacaxi -, dez vezes mais resistente que a fibra de vidro.

No Brasil, um dos exemplos de modelos que empregam essa nova tecnologia é o Fox. Desde que foi lançado, em 2003, o hatch da Volkswagen conta com curauá na composição do tampão do porta-malas e forração do teto.

No Salão de Londres (Inglaterra), que terminou domingo, uma das estrelas foi o Lotus Eco Elise. A versão conceitual do esportivo inglês é repleta de peças produzidas com produtos naturais.

Tecidos de cânhamo estão na composição de painéis da carroceria e aerofólio. A fibra também é utilizada na estrutura dos bancos. Já os carpetes são feitos de sisal.

A primeira geração do Mercedes-Benz Classe A, feita em Juiz de Fora (MG) entre 1999 e 2005, tinha 27 componentes fabricados a partir de vegetais que, juntos, pesavam 11,9 kg. Linho, sisal, cânhamo e fibras de coco e borracha eram empregadas nos painéis internos das portas, pára-sóis e assentos. Um dos produtos substituídos nesse processo era o poliuretano - derivado do petróleo.

Desde 1995 a montadora já utilizava fibra de coco nos bancos de sua linha de caminhões fabricada no País.

Plástico de vidro

As fibras naturais substituem em muitos casos a de vidro. Mas este último continua sendo muito usado, em especial para fazer carrocerias - uma utilização explorada há várias décadas.

O primeiro carro de série a ter a carcaça de fibra de vidro foi o Chevrolet Corvette, em 1953. Até hoje a GM emprega esse material na carroceria do esportivo.

No Brasil, o auge desse tipo de construção automotiva ocorreu nos anos 70 e 80, com as muitas fabricantes de carros fora-de-série, como Puma, Miura e Lafer.

Atualmente a fibra de vidro está presente no País em veículos de produção pequena, como no jipe Troller T4 Trilha e as réplicas de Porsches antigos da Chamonix.

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