BRASÍLIA - Dirigentes de planos de saúde de autogestão - aqueles que são administrados pelas próprias empresas para seus funcionários - estão reunidos em Brasília para defenderem regras específicas para essa parcela do mercado. O setor reclama que, apesar de não ter fins lucrativos, as instituições de autogestão têm que seguir as mesmas regras das grandes operadoras de saúde, o que inviabilizaria a sobrevivência dos pequenos planos. De acordo com a União Nacional das Instituições de Autogestão em Saúde (Unidas), cerca de 5 milhões de pessoas são atendidas por planos dessa modalidade. Entre as empresas que administram seus próprios planos estão Petrobras, Vale, Volkswagen e instituições bancárias.

BRASÍLIA - Dirigentes de planos de saúde de autogestão - aqueles que são administrados pelas próprias empresas para seus funcionários - estão reunidos em Brasília para defenderem regras específicas para essa parcela do mercado. O setor reclama que, apesar de não ter fins lucrativos, as instituições de autogestão têm que seguir as mesmas regras das grandes operadoras de saúde, o que inviabilizaria a sobrevivência dos pequenos planos. De acordo com a União Nacional das Instituições de Autogestão em Saúde (Unidas), cerca de 5 milhões de pessoas são atendidas por planos dessa modalidade. Entre as empresas que administram seus próprios planos estão Petrobras, Vale, Volkswagen e instituições bancárias. "A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) tem tratado a autogestão tal qual uma empresa de mercado, inclusive na parte da tributação", explica Orency da Silva, diretor de comunicação da Unidas. Segundo a associação, algumas regras, como a ampliação da cobertura ou a necessidade de garantias financeiras para poder operar, dificultam"o equilíbrio entre despesas e receita na autogestão". Essa modalidade de plano é mantida pelos beneficiários e a empresa patrocinadora."Se começar a ficar muito caro para a patrocinadora ela pode, por exemplo, desistir de ter seu plano próprio", acredita Iolanda Ramos, presidente da Unidas. Para ela, os planos menores, mantidos por sindicatos ou pequenas empresas, são os mais prejudicados. "A ANS impõe tanta coisa que para uma grande operadora pode ser mais fácil para atender, mas para um menor não. São as mesmas regras para um grande plano de mercado e para um plano de autogestão que tem 200 beneficiários no interior do Nordeste", defendeu. Ao final do encontro, os dirigentes vão elaborar um documento propondo mudanças nas regras para o setor. Segundo Iolanda, a interlocução será feita não apenas com a ANS, mas como o Legislativo e o Judiciário. A ANS foi procurada para comentar as reivindicações, mas não retornou o pedido de entrevista. (Agência Brasil)
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