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Plano Europeu amplia ajuda para #128; 200 bilhões, 1,5% do PIB

O plano de relançamento da economia da União Européia será maior do que o previsto. Bruxelas projeta o uso de 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB) de cada um dos 27 Estados-membros - o equivalente a 200 bilhões - para reacelerar a atividade no bloco.

Agência Estado |

Entre as medidas, estão incentivos à indústria automobilística e aos setores de energia, transportes e comunicações, além de aumento temporário do seguro-desemprego e redução de impostos.

A versão final do pacote, resultado de negociações que duraram um mês e meio, foi oficializada pelo presidente da Comissão Européia, o português José Manuel Durão Barroso, no fim da manhã, e foi além das expectativas. Enquanto o montante estimado pelas próprias autoridades européias girava em torno de 130 bilhões, Barroso propôs reverter 1,2% do PIB, ou 170 bilhões, de cada um dos 27 países do bloco, que se somará a outros 30 bilhões do orçamento da UE e do Banco Europeu de Investimentos (BEI).

Como previsto, o plano de relançamento é baseado na expansão das despesas públicas. A idéia é estimular a demanda, restaurar a confiança do consumidor e limitar o impacto da recessão. O texto prevê 5 bilhões para o financiamento de atividades de pesquisa e desenvolvimento na indústria automobilística e outros 5 bilhões para ampliação de redes de energia - em especial de fontes renováveis -, de transporte e de comunicação por banda larga.

Estão previstos também o aumento temporário do seguro-desemprego, a redução dos impostos sobre os salários e a baixa do Imposto sobre Valor Agregado (IVA) nos setores que mais criam empregos.

As medidas devem ser aprovadas na reunião de Cúpula do Conselho Europeu - órgão que reúne chefes de Estado e de governo - em 11 e 12 de dezembro.

Além disso, servem como orientações. Cada país poderá adotar as recomendações que considera convenientes. França, Alemanha e Reino Unido, cujos planos de relançamento já vêm sendo executados, não precisarão fazer alternações, porque suas ações já estão no rol de medidas coordenadas.

Barroso adiantou que as cifras reveladas ontem podem ser ampliadas dependendo da vontade - e da capacidade de endividamento - de cada Estado. "Períodos excepcionais exigem medidas excepcionais. O emprego e o bem-estar dos nossos cidadãos está em jogo."

Mesmo com um volume de recursos maior do que era esperado, o plano despertou debates e algumas críticas, quando comparado ao pacote de US$ 800 bilhões anunciado na terça-feira pelos Estados Unidos.

Florence Touya, economista do banco Crédit Agricole e uma das autoras de um relatório sobre os planos anti-recessão, considera o valor "adequado aos desafios europeus". Em 2009, de acordo com a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), o PIB da zona do euro deverá recuar 0,6%. "A crise na Europa não é marcada pelos mesmos problemas nem tem a mesma amplitude da crise nos Estados Unidos", disse Florence.

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