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Plano decenal revela revisão de projetos

As primeiras diretrizes para o setor de petróleo na era do pré-sal foram reveladas pelo Plano Decenal de Expansão de Energia 2008/2017, publicado terça-feira no Diário Oficial e disponibilizado pelo Ministério de Minas e Energia (MME) para consulta pública até 29 de janeiro de 2009. Entre os principais destaques está traçado, pela primeira vez, um cenário em que há a suspensão de investimentos em uma das duas refinarias Premium, previstas para o Ceará e para o Maranhão; o início da produção da área de Carioca, no pré-sal da Bacia de Santos, junto com Tupi em 2010; e uma perspectiva de arrecadação de R$ 17,6 bilhões apenas sobre os blocos do pré-sal em Santos em 2017.

Agência Estado |

Essas primeiras indicações também lançam luz sobre o volume de produção, reservas, balança comercial do setor e até projeção de demanda no período, dados que eram até então incógnitas, principalmente por conta do atraso no plano estratégico da Petrobrás.

A estatal postergou para janeiro a discussão sobre seus planos de investimentos para o período entre 2009 e 2013, por falta de premissas para fazer essas previsões.

A Empresa de Pesquisa Energética (EPE), que executou o plano com base nas diretrizes do MME, adotou o câmbio médio de janeiro de 2008, de R$ 1,70, e a previsão de um barril de petróleo médio de US$ 80. No estudo, a crise financeira mundial é citada brevemente: "Os desdobramentos desta crise sobre a economia brasileira ainda não puderam ser totalmente identificados e, assim sendo, os estudos apresentados neste plano ainda não incorporam todas as conseqüências possíveis."
Entre os dados disponíveis, o plano cita que o País tem sua auto-suficiência em petróleo ameaçada, caso não construa as refinarias Premium previstas para o Ceará e Maranhão.

De acordo com a projeção de produção versus demanda dos principais derivados para o País entre 2008 e 2017, a EPE aponta que o déficit de 1,2 milhão de litros que deve encerrar o ano de 2008 (considerando todos os combustíveis, até a nafta), pode saltar para 90 milhões de litros em 2017.

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