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Plano decenal de energia deve ficar pronto ainda este mês, informa EPE

RIO - O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, afirmou hoje que deve enviar ainda este mês para o Ministério de Minas e Energia o plano energético decenal 2008/2017. Tolmasquim revelou que constarão do plano as usinas de Teles Pires, no Mato Grosso, com capacidade de 1 mil MW, e Marabá, no Pará, com potência de 1,8 mil MW.

Valor Online |

Tolmasquim não confirmou a inclusão da usina de São Luiz, que teria capacidade de gerar 9,08 mil MW. Projetada para ser construída no rio Tapajós, no Pará, esta última usina pode ser desmembrada em duas, o que tiraria a unidade do plano que será enviado este mês ao Ministério. Deverão ser construídas duas usinas, para um melhor aproveitamento ambiental e econômico, disse Tolmasquim, que participou hoje do prêmio Abradee 2008, no Rio de Janeiro.

Tolmasquim disse ainda que enviou ao Tribunal de Contas da União (TCU) o projeto para construção de três usinas hidrelétricas que devem ser incluídas no próximo leilão de A-5, que será realizado no próximo dia 28 de agosto. A expectativa da EPE é que sejam licitadas as usinas de Barra do Pomba, com capacidade de 50 MW, e Cambuci, com 80 MW, no Rio de Janeiro, e Baixo Açu, com 350 MW, no Paraná. O presidente da EPE explicou que enviou o relatório ao TCU para ganhar tempo enquanto aguarda a concessão da licença prévia ambiental para os empreendimentos.

Também presente ao evento, o secretário de planejamento e desenvolvimento do Ministério de Minas e Energia, Altino Ventura FIlho, ressaltou a importância dos leilões realizados para construção das duas usinas do rio Madeira e lembrou que, no caso de Jirau, o próprio edital já previa possíveis alterações no projeto, como de fato ocorreu. Na visão do secretário, a questão é confirmar se o deslocamento de 9 quilômetros proposto pelo consórcio vencedor é exagerado ou não. Em principio, não há erro, não há problema, disse Ventura Filho.

O leilão da usina de Jirau, realizado em maio deste ano, foi vencido pelo consórcio Energia Sustentável - encabeçado pela Suez e pela Camargo Corrêa -, que bateu o favorito Madeira Energia - liderado por Odebrecht e Furnas. O consórcio derrotado entrou com recurso na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) questionando a mudança feita pelos vencedores.

(Rafael Rosas | Valor Online)

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