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Plano de socorro ao sistema financeiro dos EUA deve consumir até US$ 2 trilhões

WASHINGTON - O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Timothy Geithner, disse nesta terça-feira que o plano de recuperação norte-americano prevê três pontos de estatização do sistema financeiro do País que, juntos, consumirão até US$ 2 trilhões (R$ 4,48 trilhões). Desse montante, US$ 500 bilhões (R$ 1,12 trilhão) serão destinados à criação de um fundo para recompra de ativos podres das instituições financeiras dos EUA. O valor, caso seja necessário, pode chegar a US$ 1 trilhão (R$ 1,24 trilhões). Também será destinado mais US$ 1 trilhão para o reaquecimento do crédito do consumo nos EUA.

Redação com agências |

 

Geithner, que classificou a atual crise como a "pior em gerações", afirmou que se os bancos precisarem receberão mais ajuda do governo. O secretário insistiu em que o plano permitirá ao governo fortalecer o sistema financeiro e "trazer a economia dos EUA de volta aos trilhos".

O secretário do tesouro afirma que o plano ajudará o sistema financeiro local a retomar seu fluxo de crédito e saneará e fortalecerá os bancos, que poderão "ajudar os proprietários de imóveis e pequenos negócios." Segundo Geithner, "em cada um desses setores, estabeleceremos novos padrões de transparência e contabilidade".

Durante seu pronunciamento, ele informou que US$ 50 bilhões serão destinados a fundos de resgate federais para tentar abrandar a execução de hipotecas residenciais e amortecer o impacto da crise imobiliária sobre a economia dos EUA.

Em relação às operações no mercado de crédito, Timothy Geithner explicou que o governo destinará até US$ 1 trilhão na compra de títulos securitizados ligados ao crédito ao consumo, entre eles o estudantil, financiamento de automóveis, empréstimos para pequenas empresas, crédito imobiliário e o comercial. "Nós acreditamos que este programa deverá gerar uma capacidade financeira total de US$ 1 trilhão, mas nós planejamos começar com US$ 500 bilhões e expandir esse montante conforme o resultado", afirmou Geithner. 

Quebra da confiança  

O secretário do tesouro reconheceu que há uma profunda desconfiança da população e dos políticos em relação à eficiência do programa de resgate aos bancos US$ 700 bilhões, cujo texto foi aprovado pelo Congresso em outubro de 2008.

Geithner lembrou que algumas instituições financeiras gastaram os recursos recebidos de forma descontrolada e "sem responsabilidade". Agora, na avaliação do secretário, é preciso "boa fé" para que o plano de resgate seja mesmo efetivo.

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