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Plano de retomada econômica alemão é criticado desde o seu lançamento

A Alemanha aprovou oficialmente o mais importante plano de reativação econômica desde o pós-guerra, no valor de 50 bilhões de euros em dois anos (quase 67 bilhões de dólares), mas o projeto está sendo, desde já, muito criticado pela morosidade da coalizão de Angela Merkel.

AFP |

O patronato alemão e os sindicatos foram os primeiros nesta terça-feira a atacar o conjunto de medidas de um montante de 50 bilhões de euros adotado na noite por sociais democratas e conservadores que formam a "grande coalizão" e que se enfrentarão nas legislativas de setembro.

O plano repousa principalmente sobre dois pilares: um pesado programa de investimento (17 a 18 bilhões de euros) e reduções de impostos e de cotações totalizando 9 bilhões de euros.

Pior ainda se acrescentadas as medidas de incentivo à aquisição de carros novos (com prêmio de 2.500 euros), a criação de fundos de 100 bilhões de euros de garantias com dificuldades de financiamento, ou ainda prêmios para as famílias (100 euros por criança).

Este plano vai forçar a primeira economia européia a registrar no próximo ano seu maior déficit público desde 1945, segundo Volker Kauder, chefe do grupo parlamentar cristão-democrata (CDU) de Merkel.

A Alemanha vai ultrapassar em 2010 o limite de 3% do Produto Interno Bruto fixado pelo Pacto de Estabilidade europeu, reconheceu desde já seu ministro das Finanças social democrata (SPD) Peer Steinbrück.

Este esforço de retomada histórica, que complementa um envelope de 31 bilhões de euros já anunciado anteriormente e considerado insuficiente na Alemanha e também em outros países, não convenceu o meio econômico.

"O governo poderia ter ido mais longe no que se refere às reduções de impostos", disse Eckart Tuchtfeld, economista da Commerzbank, interrogado pela FP. Ele considera, apesar de tudo, que o novo plano de retomada para dar um "pequeno impulso para a conjuntura".

"O plano de retomada está bem direcionado. Mas seu volume não deve ser suficiente para proteger o emprego e reduzir a recessão. Precisaríamos de um volume duas vezes maior", indicou seu presidente Michael Sommer em um comunicado.

A chanceler Merkel deve defender seu plano em entrevista à imprensa nesta terça-feira, ao lado de seu ministro dos Assuntos Estrangeiros e futuro adversário nas legislativas Frank-Walter Steinmeier.

"Eu estou convencido de que o plano oferece boas respostas. Além da grande coalizão mostrou que era capaz de agir, o que já tem um valor em si", declarou, por outro lado, o chefe conservador do governo de Hesse, Roland Koch, um dos caciques do CDU, na Handelsblatt.

aue/lm

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