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Plano de resgate financeiro é aprovado nos EUA e mercados respiram aliviados

Os Estados Unidos finalmente aprovaram nesta sexta-feira o plano de resgate do sistema financeiro depois de duas semanas de negociações entre o governo Bush e o Congresso, permitindo, assim, que os mercados recuperassem um pouco de ânimo.

AFP |

A Câmara de Representantes americana aprovou por 263 a 171 votos o amplo plano de resgate de 700 bilhões de dólares proposto pelo Tesouro e adotado na quarta-feira pelo Senado em sua versão modificada.

Durante uma primeira votação na segunda-feira, 133 republicanos e 65 democratas se opuseram ao texto, mas, depois da aprovação do documento revisado no Senado na quarta, vários legisladores de ambos os lados anunciaram que se alinhariam com as medidas preconizadas pelo governo.

Um influente parlamentar conservador, John Shadegg, anunciou que votaria no plano, após ser convencido, como outros colegas, pela duplicação da garantia por parte do Estado dos depósitos bancários.

Outro republicano, Jim Ramstad, também havia mudado de opinião depois da inclusão de uma medida sobre o seguro-saúde para tratamentos de doentes com problemas mentais e de créditos tributários para energias renováveis.

"Nossa opção é simples. Fazer aprovar essa lei, ou não ter nada. Não é uma lei perfeita, em absoluto, mas é muito melhor do que o plano original de Paulson", afirmou o republicano David Dreier (Califórnia).

Alguns democratas, preocupados em não aumentar o déficit, também se mostraram reticentes, mas anunciaram que haviam mudado de idéia depois de serem convencidos pelo candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama.

Os representantes de Maryland, Donna Edwards e Elijah Cummings, por exemplo, indicaram ter recebido ligações de Obama depois de votarem contra a primeira versão do plano, na segunda-feira.

Obama lhes assegurou que ele próprio promoveu uma reforma do plano sobre as falências em favor dos proprietários de imóveis em dificuldade e insistiu no fato de que a estabilização do sistema financeiro era urgente, o que acabou convencendo os parlamentares.

A versão emendada acrescenta 150 bilhões de dólares para créditos tributários e outras ajudas diversas aos 700 bilhões de dólares do plano, o que provocava a rejeição de vários democratas contra o déficit.

Ao fim da votação, o presidente George W. Bush elogiou a aprovação e, depois de se comprometer a assinar o plano rapidamente, cumpriu sua palavra e promulgou o projeto por considerá-lo "vital para ajudar que a economia americana supere a tempestade financeira".

Advertiu, no entanto, que levará algum tempo para que a medida tenha efeito.

O presidente do Federal Reserve (Fed, Banco Central americano), Ben Bernanke, também elogiou a aprovação e reiterou o compromisso de sua instituição em fazer todo o possível para facilitar a concessão de créditos.

O secretário do Tesouro, Henry Paulson, o homem por trás do plano original, afirmou, por sua vez, que o plano será rapidamente implementado.

A votação da "Lei de Estabilização Econômica de Emergência" na Câmara de Representantes teve início pouco depois da divulgação da delicada notícia de que a economia americana perdeu 159.000 empregos em setembro, enquanto que a taxa de desemprego atingia 6,1% da população ativa, seu nível mais alto em cinco anos.

Além disso, o mundo financeiro americano viveu outro sobressalto nesta sexta-feira: a aquisição do banco americano Wachovia por seu concorrente Wells Fargo por 15,1 bilhões de dólares em ações.

A Bolsa de Nova York estava em alta, antes do início da votação, estimulada pela compra do Wachovia e, depois da aprovação do plano, o Dow Jones subia 1,26%, e o Nasdaq, 1,57%.

Antes da votação, as Bolsas registraram fortes altas no fechamento, animadas com a possibilidade de que o plano fosse aprovado.

"Com a aprovação, os mercados respirarão aliviados, mas não espero que as nuvens negras desapareçam automaticamente, dando passagem a um cortejo de anjos cantando aleluia", sentenciou John Wilson, analista da Morgan Keegan, de Nova York.

O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, pronunciou-se no mesmo sentido, avaliando que a aprovação do plano não significa, necessariamente, o fim da crise.

al/cn/tt

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