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Plano de recuperação pode chegar a US$ 700 bilhões

O presidente eleito dos EUA, Barack Obama, e outros democratas estão elaborando rapidamente um amplo programa de estímulo fiscal que poderá totalizar US$ 700 bilhões nos próximos dois anos. O valor, bem maior do que foi gasto nos últimos seis anos no Iraque, rivaliza com os US$ 700 bilhões já aprovados pelo Congresso no mês passado para socorrer o sistema financeiro do país.

Agência Estado |

Será também um dos maiores programas de gasto público para reanimar a economia desde o New Deal.

Sinais desse novo e amplo programa já começaram a surgir na semana passada. O governador de New Jersey, Jon Corzine, um dos assessores de Obama, e o economista de Harvard, Lawrence Summers, escolhido para chefiar a nova equipe econômica da Casa Branca, levantaram a possibilidade de um programa de gastos de US$ 700 bilhões.

E, no domingo, outro assessor de Obama, o ex-secretário do Trabalho do governo Bill Clinton, Robert Reich, e o senador Charles Schumer também indicaram que o programa deve ser de entre US$ 500 bilhões e US$ 700 bilhões.

Membros do governo de transição não confirmaram essas declarações, mas deixaram claro que as condições econômicas são muito graves, sugerindo que Obama pode ser obrigado a adiar sua promessa de revogar os cortes de impostos aplicados pelo governo de George W. Bush para famílias que ganham mais de US$ 250 mil ao ano.

Também no domingo, Austan Goolsbee, porta-voz de Obama para assuntos econômicos, admitiu que o plano de criar 2,5 milhões de empregos até 2011 deve custar mais do que o programa de estímulo de US$ 175 bilhões, proposto pelo presidente eleito durante a campanha.

Com os mercados financeiros em flutuação descontrolada e o desemprego em alta, os democratas querem que o Congresso aprove logo um pacote de estímulo econômico que será assinado por Obama quando tomar posse, em 20 de janeiro.

O plano do futuro governo incluiria novos financiamentos para projetos de obras públicas, para recompor a infra-estrutura em frangalhos, assim como a promoção de fontes de energia alternativa. O projeto também deve incluir reduções de impostos para famílias de classes média e baixa, pessoas idosas e empresas criadoras de empregos, como Obama prometeu durante a campanha.

O custo projetado de um pacote de estímulo econômico vem aumentando com a deterioração da situação econômica. Economistas que alguns meses atrás falavam em US$ 150 bilhões, agora defendem a criação de um pacote de US$ 500 bilhões ou mais. Se os cortes de impostos forem acrescentados a esse valor, o custo para o Tesouro deve aumentar em mais US$ 200 bilhões, dizem representantes democratas.

O senador Schumer, numa outra entrevista, disse que o país está perto de uma espiral deflacionária como a que provocou o fechamento de empresas e a eliminação de empregos durante a Grande Depressão. "A economia está numa situação pior do que se pensa. O mais seguro é fazer todo o possível para evitar uma deflação."

Existem inconvenientes sobre esse enorme aumento das despesas do governo, especialmente no momento em que o déficit do orçamento federal anual já atingiu US$ 1 trilhão, ou 7% do PIB - nível que não se observava desde o final da 2ª Guerra.

Aumentar o déficit significa uma elevação da dívida nacional que, no final, terá de ser paga, com juros, para os grandes credores estrangeiros. Washington também pode acabar ultrapassando sua meta e desencadear uma inflação galopante quando a economia se recuperar. Ou o dinheiro poderá ser mal direcionado e não estimular de modo eficaz a economia.

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