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Plano de Obama para a economia prevê movimentar US$ 825 bi

O plano de retomada da economia americana do presidente eleito Barack Obama deverá movimentar 825 bilhões de dólares, dos quais dois terços serão dedicados a investimentos e reduções de impostos, segundo uma primeira versão do texto publicada nesta quinta-feira pela Câmara de Representantes.

AFP |

"Nas próximas duas semanas, o Congresso vai examinar o projeto", indicou a Câmara em comunicado.

"O plano representa um primeiro passo, considerado essencial, de ação coordenada para criar e salvar entre 3 e 4 milhões de empregos, estimular a economia", segundo a mesma fonte.

Vai se decompor em "275 bilhões de dólares relativos a reduções de impostos e em 550 bilhões de dólares em investimentos prioritários programados e cuidadosamente priorizados", segundo a Câmara, devendo ser aprovado sem dificuldade pela câmara baixa no Congresso, onde o partido democrata dispõe de ampla maioria.

O Senado deve ainda propor suas próprias emendas para que o Congresso discuta, em seguida, o texto final.

O projeto de lei pinta um quadro dramático da situação econômica americana: "a crise em que estamos mergulhados é inédita desde a Grande Depressão" dos anos 30. Nossa tarefa em curto prazo será tentar impedir a perda de milhões de empregos e de recolocar a economia em movimento. A tarefa em prazo mais longo será realizar os investimentos necessários para possibilitar às famílias de classe média aumentar seus rendimentos e construir o futuro pour seus filhos", acrescenta.

"O crédito está congelado, o poder de compra, em baixa, o país perdeu nos últimos quatro meses dois milhões de empregos e, segundo as previsões, deveremos perder ainda três a cinco milhões durante o ano". E prossegue:

"Sem esse projeto, já fomos advertidos de que o desemprego poderá explodir, chegando a um percentual próximo de 12%. Com a adoção desse plano, vamos conseguir enfrentar a previsão de um grande déficit público nos anos futuros. Sem ele, esses déficits seriam devastadores e nos arriscaríamos ao caos econômico", acrescenta, destacando a necessidade de "disciplina orçamentária".

Entre os objetivos do projeto, são citados em ordem: "uma energia limpa, eficaz" (54 bilhões de dólares), "ciência e tecnologia" (16 bilhões), "modernização de estradas, pontes, transportes e vias fluviais" (90 bilhões).

Somam-se "a educação" (141,6 bilhões de dólares), "reduções de impostos para remunerar o trabalho e criar empregos" (para 95% dos assalariados e numerosas empresas), "redução dos custos da saúde" (24,1 bilhões), "ajuda aos trabalhadores afetados pela crise" (102 bilhões), e "a proteção dos empregos do serviço público e os considerados essenciais" (91 bilhões).

O projeto de lei insiste, também, em que "o dinheiro do contribuinte seja gasto de maneira transparente de modo que os americanos também possam acompanhar os resultados de seus investimentos".

hh/lm/sd

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