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Plano de mais de US$ 2 tri vai estatizar e garantir bancos da UE

Os fundos nacionais para socorro do sistema financeiro na União Européia, anunciados no Reino Unido e em sete países da zona do euro, já somam ¿ 198,5 bilhões para a recapitalização de bancos, via estatização, e mais ¿ 1,32 trilhão em garantias de empréstimos interbancários, totalizando 1,518,5 trilhão, ou mais de US$ 2 trilhões. Oficializados ao longo do dia em Paris, Berlim, Madri, Viena, Lisboa, Roma e Oslo, os fundos europeus se somaram ao criado pelo governo britânico e agiram como uma droga antidepressiva sobre as bolsas de valores, tirando-as da depressão profunda, na sexta-feira, e levando-as à euforia ontem.

Agência Estado |

"A União Européia vai, unida, fazer mais do que os Estados Unidos", disse ontem o presidente francês, Nicolas Sarkozy.

A ação coordenada entre países europeus foi acertada no domingo à noite, em Paris, durante reunião extraordinária do Eurogrupo - conjunto de nações com moeda única -, pela primeira vez realizada com os 15 chefes de Estado e de governo. O presidente francês havia anunciado um "acordo histórico" entre as nações da União Européia, mas não citou cifras.

O presidente em exercício do bloco deu apenas pistas de que fundos de recapitalização de instituições financeiras e de garantias de empréstimos interbancários até 31 de dezembro de 2009 - importantes para a liquidez das instituições e para o fornecimento de crédito à economia real - seriam criados em cada país, obedecendo a um marco regulatório único, preservando a competição.

Ontem à tarde, as primeiras medidas foram conhecidas. Em Berlim, a chanceler Angela Merkel anunciou a criação de um fundo para recapitalização de bancos, via estatizações parciais, de ¿ 80 bilhões. Outra reserva, de ¿ 400 bilhões, servirá para garantias interbancárias.

Além desses recursos, outros ¿ 20 bilhões serão oferecidos aos bancos para garantias imediatas. As medidas trazem segurança ao setor financeiro alemão, debilitado pela crise de bancos como Hypo Real Estate, cujo capital havia sido elevado em ¿ 35 bilhões pelo governo, em estatização parcial. Em troca da intervenção, o governo poderá, entre outras medidas, nomear membros de conselhos de administração e analisar a remuneração dos executivos.

Em Paris, Nicolas Sarkozy convocou os jornalistas ao Palácio do Eliseu para comunicar medidas semelhantes. O fundo francês para recapitalizações terá ¿ 40 bilhões, enquanto o de garantias interbancárias chegará a ¿ 320 bilhões. "Quando a credibilidade das instituições financeiras está atingida a este ponto, quando a desordem dos mercados é tão grande, quando os sentimentos de pânico irracional ganham pouco a pouco os espíritos, todo o mundo se volta para as instituições públicas", alfinetou o líder francês, que não tem poupado críticas aos operadores do mercado.

Outro país a criar os dois fundos foi a Áustria, que dará ¿ 15 bilhões para nacionalizações e reservará ¿ 85 bilhões para garantias. Espanha, Portugal, Itália e Noruega, por ora, criaram apenas mecanismos de garantias interbancárias. "Para 2008, será possível dar aval do Estado às operações bancárias para um máximo de ¿ 100 bilhões", disse o primeiro-ministro espanhol, José Rodriguez Zapatero. Portugal, por sua vez, anunciou que porá à disposição dos bancos garantias de ¿ 20 bilhões. Em medida idêntica, a Noruega assegurará o equivalente a ¿ 41,7 bilhões. Na Itália, que ainda discute seu programa de socorro, o ministro das Finanças, Giulio Tremonti, foi evasivo: "Vamos dispor aos bancos tanto quanto necessário". A imprensa local especula que serão garantidos cerca de ¿ 40 bilhões, mas a cifra não é oficial.

Iniciativas semelhantes se espalharam pela Oceania e pelo Oriente Médio. Austrália - que disponibilizará US$ 458 bilhões para garantias de empréstimos -, Nova Zelândia, Catar e Arábia Saudita adotaram pacotes com pequenas variações. Todos os fundos nacionais se inspiram no modelo adotado pelo Reino Unido na semana passada - posto em prática ontem. Eles serão gerenciados pelos governos, mas estarão sujeitos a regras comuns em caso de intervenção, um mecanismo para garantir a igualdade de condições para competição na UE. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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