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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva receberá nesta sexta-feira em primeira mão o conteúdo do planejamento estratégico da Petrobras, que será discutido na reunião do Conselho de Administração da empresa, que acontece pela manhã em Brasília. A estatal não confirma oficialmente, mas segundo fontes, assim que concluída a reunião, o presidente da companhia, José Sérgio Gabrielli e a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff - que preside o Conselho - deverão levar o detalhamento do plano ao presidente.

À imprensa, o conteúdo dessa programação, que vem sendo discutido há pelo menos seis meses - e já teve sua divulgação adiada oficialmente quatro vezes - deverá ser apresentado à noite, no Rio. O plano de investimentos receberá forte apoio do BNDES, segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega, para quem os investimentos da Petrobras são mais importantes do que o de qualquer outra empresa.

Para analistas do mercado, a companhia deve elevar seu orçamento, já que o novo plano deve incluir os gastos com a exploração nos campos do pré-sal. Além disso, serão incluídos investimentos em cinco novas refinarias. As duas refinarias Premium, destinadas ao Ceará e ao Maranhão, que envolvem cifras em torno de US$ 20 bilhões, poderiam ficar de fora, na opinião de alguns analistas - já que seriam destinadas à exportação e os principais mercados (americano e europeu) registraram queda no consumo depois do início da crise.

Em um cenário hipotético elaborado pelo banco suíço Credit Suisse para a empresa gastar os US$ 22,8 bilhões previstos anualmente em seu plano anterior (2008-2012), deveria operar com petróleo em US$ 60 o barril. Ao custo em torno de US$ 40 o barril, a estatal teria que captar aproximadamente US$ 8,5 bilhões para viabilizar os projetos que já estavam previstos para 2009, sem considerar os novos. Considerando que a companhia fechou 2008 com captações em torno desta mesma cifra, sendo parte dela dentro do redemoinho financeiro do último trimestre, boa parte de especialistas do setor não vê problemas nesta captação.

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