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O governador do Estado de São Paulo, José Serra (PSDB), não conseguiu convencer o governo Lula a renovar as concessões das hidrelétricas Jupiá e Ilha Solteira, geradoras da energia do complexo da Companhia Energética de São Paulo (Cesp). Isso permitiria a privatização da empresa, em um negócio avaliado em R$ 20 bilhões, com uma receita adicional de pelo menos R$ 7 bilhões no caixa do Tesouro paulista.

Em reunião, ontem, no Palácio do Planalto, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, acenou com duas possibilidades: ou o Estado de São Paulo devolve para a União as duas usinas, responsáveis por 67% da capacidade geradora da Cesp, ou a União renova as licenças das usinas, mas faz uma "concessão onerosa". Nesse modelo, a União cobra um bônus do Estado, o que, segundo especialistas, pode reduzir o valor de venda da Cesp a algo em torno de R$ 5 bilhões, isto é, um quarto do valor pretendido por Serra.

Uma fonte do governo que acompanha os trabalhos da comissão encarregada de propor uma solução para as usinas, com garantia de concessão até 2015 no máximo, explica que nenhum dos dois modelos em estudo atende às pretensões de Serra. Afinal, a mudança da lei para permitir a simples renovação das concessões pela segunda vez consecutiva está descartada. O governo federal argumenta que não poderia fazê-lo porque a Cesp não é uma empresa pública e sim de economia mista. Também não por acaso, o Planalto sinalizou ao governador tucano que não tem pressa e que nada será feito este ano. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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