Levantamento do Dieese mostra que a maior proporção do aumento real acima do salário mínimo está no meio rural

Os pisos salariais tiveram, em sua maioria, reajustes reais menores que o do salário mínimo em 2009. Levantamento realizado pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) aponta que em 70,3% dos casos, a alta foi inferior à dada ao mínimo. Em 29,7%, o piso subiu mais que o mínimo.

Foi o setor rural que concentrou as maiores altas acima do mínimo no ano passado, com 43,3% dos casos. Em seguida, aparece a indústria, com 33,8%. Comércio (27,7%) e Serviços (43,3%) completam a lista.

Quando analisados o Salário Mínimo Necessário e o salário mínimo oficial é observada “uma mudança na tendência de crescimento da diferença que vinha se desenhando no período de 2006 a 2008”.

Segundo o Dieese, em 2009, o valor médio do SMN foi de 4,44 salários mínimos, valor que inverte a tendência dos três anos anteriores. Em valores nominais, o SMN médio de 2009 equivalia a R$ 2.042,43, contra R$ 2.002,00 de 2008. Apenas dois pisos superaram esse valor em 2009, de acordo com o Dieese.

Inflação

Segundo o levantamento, 93% dos pisos salariais tiveram reajustes acima da inflação no ano passado. “Os ganhos se concentraram nas faixas de 0,01% até 4% de aumento real – cerca de 48% dos pisos salariais estão localizados nessas faixas.”

A maior parte dos reajustes (69%) não ultrapassou o limite de R$ 600. Metade dos pisos ficou abaixo de R$ 540, e um quarto, menor que R$ 489,30.

“Na comparação com o valor do salário mínimo oficial, observa-se que a imensa maioria dos pisos salariais apresenta valores bastante próximos a este. Em 2009, cerca de 6% dos pisos analisados possuíam o mesmo valor do salário mínimo, e 57% valiam entre 1,01 e 1,25 salários mínimos”, completou o Dieese.

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